Na Prática: Victor Pradella

Published on junho 19th, 2015

Hoje o nosso “Na Prática” é com o Guitarrista Victor Pradella (Ou Vitinho) que vem desenvolvendo uma carreira sólida e respeitada no meio cristão, com um ótimo gosto para timbres e pedais! Além disso é produtor musical e tem um canal bem legal no Youtube! Confira o nosso papo com ele!

1896783_741657645883082_1049294849244358206_n

Pedais & Efeitos: Victor, em primeiro lugar, obrigado por nos conceder essa entrevista. Para quem não te conhece: Quem é Victor Pradella?

Victor: Conhecido também como Vitinho, tenho 28 anos, sou casado, paranaense mas vivo em Santa Catarina há 11 anos. Sou guitarrista e produtor musical e vivo profissionalmente da música há mais ou menos 10 anos. Tenho 2 cabritos e dois gatos e moro numa casa de madeira no meio do mato. Hahaha

Pedais & Efeitos: Como surgiu o teu interesse por música e em que momento você decidiu seguir essa carreira profissionalmente?

Victor: O interesse surgiu cedo. Meu pai é um músico fruto da cena do rock do final dos anos 60, portanto, cresci a base de boa música com meu coroa em casa. A música como carreira profissional aconteceu naturalmente. Não que eu não tenha sonhado com isso antes de acontecer, mas não foi um plano ou projeto pensado. Sempre toquei e busquei ser bom e autêntico no que fazia. As oportunidades surgiram e apesar de não me considerar bom nem pronto, sabia que não podia desperdiça-las. Quando me dei conta já estava pagando minhas contas como profissional da música.

Pedais & Efeitos: Quais são as suas referencias musicais? Quem te inspirou e inspira na música?

Victor: A primeira delas é meu pai. Meus amigos piravam em sentar numa roda pra ouvir meu coroa tocar umas sonzeiras antigas. Foi ele quem me mostrou os grandes mestres do blues, especialmente 13527_922258211145550_1934091263299227697_nBuddy Guy, Clapton e os Os 3 Reis. Também ouvia desde cedo Led, Pink, Dire Straits, Black Crows, e tantos caras que me inspiram até hoje. Minhas maiores influências são caras que dizem muito com poucas notas. Os bluseiros são mestres, mas gosto mesmo é dos rockeiros que beberam da fonte do blues. Hendrix, Vaughan, Marc Ford, Jimmy Page. Atualmente os caras que mais chamam atenção são Eric Gales, Bonamassa, Scott Holiday e Gary Clark Jr.

Pedais & Efeitos: Você pode nos falar sobre o seu setup? Existe diferença no equipamento para gravações e o que você usa no palco?

Victor: Na hora de gravar tento não poluir como costumo fazer ao vivo. Tento usar o mínimo de efeito possível pra que as pessoas entendam com clareza o que estou tocando e as linhas de guitarra contribuam pra música como um todo. O último disco que gravei com o Rodolfo Abrantes, por exemplo, foi praticamente todo gravado com uma Stratocaster, um overdrive de leve, só pra dar aquela sujadinha e um amp. Usei algumas frases com delay e tremolo, mas só o necessário mesmo. Ao vivo já me permito ser mais livre e me deixo seguir pela inspiração do momento. Tenho pouquíssimas músicas com efeitos definidos e não me obrigo a usar sempre a mesma coisa do mesmo jeito.
Meu set atual é bem grande, na verdade considero bem exagero. Mas foi a solução que encontrei pra suprir as gigs com 3 bandas. Não aguentava mais reformular pedalboard pra cada gig com as bandas diferentes, então fiz um set grande quem tem tudo que preciso pras 3 bandas.

Do começo da cadeia do sinal:

– Polytune da TC Electronics
– Klon Clone da Joy FX
– Fuzz com Octave Custom – Desenvolvi ele com o Henrique da King Pedals
– Black Horse ou Blue Diamond da King Pedals (escolho um ou outro dependendo do que to afim no dia)
– UDO Fuzz da JL Pedais (é um fuzz de baixo que eu amei desde da primeira plugada)
– The Booster da JL Pedais
– Destination Rotation da Option 5 (melhor simulação do leslie speaker que já usei)
– TRM1 Tremolo da Diamond
– Alter Ego da TC Electronics
– DD2 da Boss (Japonês)
– DL4 da Line 6

Pedais & Efeitos: Você tem algumas parcerias com empresas. Existe liberdade dentro dessas parcerias para que você possa pesquisar e utilizar outras marcas se for necessário?

Victor: Tenho sim. Uso guitarras da Heaven’s Guitars, Pedais da King Pedals, Joy FX e da JL Pedais.

Não tenho exclusividade com nenhuma delas e uso o que gosto e o que casa no meu som.

Por exemplo. Na gig do Rodolfo Abrantes uso uma Tele Custom da Heaven’s que se encaixa perfeitamente no som que faço com ele. Na tour Dreissig do cantor Michel da Luz que é um som mais prog uso uma Gibson Les Paul Classic e uma Strato Fender pra me manter fiel a proposta do disco que gravei junto dessa segunda banda. Numa terceira gig que faço com a Dread Zion que é reggae uso ou uma SG Gibson ou um Strato tradicional da Heaven’s.

Normalmente não carrego amps quando viajo de avião, por conta do peso. O preço do excesso de bagagem já é alto sem amps, com eles seria inviável! Mas quando as viagens são de van eu levo um dos meus dois monstrinhos e escolho conforme o gosto do dia. Um deles é um Fender Vibrolux Reverb Silver Face de 1979 todo original (acredite se quiser) e um Mesa Boogie Subway Rocket que não sei o ano mas é antigo também.

Com pedais a mesma coisa. O Tiago da Joy construiu 2 pedais pra mim. A cópia do Klon substituiu meu v-twin guerreiro de longa data comigo. Os dois drives da King são apaixonastes e sempre um ou outro dependendo do dia. A JL tem uma linha completa mas só uso o Fuzz e o Booster pq são os que eu curto.

Todos eles me dão muita liberdade e foi por isso que tenho uma parceria com essa galera. Acho que quem cobra exclusividade não confia no seu produto. Pq se for bom mesmo vc não precisa obrigar ninguém a usar.

11638526_950220328349338_97811590_o

Pedais & Efeitos: Qual o seu pedal favorito?

Victor: Difícil dizer. Seria injusto escolher um só haha

Pedais & Efeitos: E qual sera o seu próximo pedal? (Você sofre de G.A.S. ?)

Victor: Sou louco por essas caixinhas mágicas. Tem um pedal que namoro bastante tempo que o POG da EHX. E um clássico que nunca tive mas queria muito ter é um Memory Man Deluxe.

Pedais & Efeitos: Você já conseguiu encontrar o seu “timbre ideal”ou continua buscando e testando novidades?

Victor: Sou bem satisfeito mas a busca é contaste. Sempre estou testando coisas novas e experimentando combinações. Até um tempo atrás meu som era Tele com p90 no braço e pedal de fuzz controlável. Hoje ja estou mais amarradao em Strato tradicional e fuzz indomável hahha.

Pedais & Efeitos: Quais são os teus projetos musicais atuais?

Victor: Como guitarrista acompanho o Rodolfo Abrantes desde 2007 com quem lancei 2 discos e o próximo está saindo no meio do ano de 2015. Também como side man faço parte da gig do Michel da Luz com quem tive oportunidade de trabalhar produzindo um disco impecável e acabei caindo na estrada com ele depois do disco pronto. E também faço guitarras, quando as agendas não se chocam, com o Lu de Souza e a Dread Zion que são grandes amigos.

1939695_812785948759444_5888516400218612077_nTambém tenho um projeto mais acústico que pretendo lançar um álbum com 5 ou 6 faixas no segundo semestre.

Além disso, eu e os outros dois caras que acompanham o Rodolfo com banda estamos começando um trio chamado “O Muro de Pedra” que pretendo lançar um disco ou pelo menos um ep no primeiro semestre do próximo ano.

No meio da correria estou sempre produzindo no meu estúdio, o Silver Tape Studio que fica em balneário Camboriú, ou fora dele. Por exemplo, segunda-feira eu e meu sócio Gabriel Reinert entregamos a Master do disco do Rodolfo que produzimos no nosso estúdio e na terça embarcamos pra São Paulo pra produzir um CD/DVD comemorativo de 10 anos de uma banda no estúdio DSN em São Paulo.

Pedais & Efeitos: Victor, obrigado pela entrevista. Quer deixar algum recado para os nossos leitores?

Victor: Obrigado mais uma vez Leo pelo convite e queria deixar um abraço a todos que acompanham e gostam do meu trabalho. Freqüentemente recebo mensagens de incentivo e isso da um gás pra seguir em frente. Muito obrigado de coração. Um abraço e que Deus abençoe a todos nós!