Entrevista: Pedaltrain

Published on maio 20th, 2016

Não é todo dia que se revoluciona um mercado, certo? E esses caras fizeram isso. Mudaram o mercado musical e criaram uma nova categoria de produtos.

Entrevistamos o presidente de uma das principais empresas de equipamento musical em todo mundo. Confira o nosso com Jim Colella, da Pedaltrain!

 

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Pedais & Efeitos: Jim, muito obrigado por nos conceder essa entrevista! Como surgiu seu interesse por música e particularmente por equipamentos musicais?

Jim: O prazer é todo meu! Obrigado pelo convite para ser entrevistado pelo Pedais & Efeitos!

Primeiro deixe-me contar-lhe sobre o meu interesse por música. Eu amo tocar guitarra. Depois da minha esposa e filho e minha fé, é minha maior paixão.

Eu toco guitarra desde os 13 anos de idade. Eu melhorei as minhas habilidades com o passar dos anos praticando bastante. Mas essas longas horas foram uma alegria, um verdadeiro prazer. Sabe aquela sensação? Que você fica tão concentrado que perde a noção de si mesmo e do tempo? Isso representava o que era tocar guitarra para mim. Além disso, acho que tocar guitarra me manteve longe de problemas enquanto adolescente.

Eventualmente, eu fui aceito pela universidade para estudar violão clássico, teoria musical e composição. Foi um sonho que se tornou realidade. A minha verdadeira paixão era a guitarra elétrica, mas ser aceito pela universidade foi uma honra incrível. Meu pai queria que eu fosse para a faculdade e essa foi a forma de satisfazê-lo e tocar guitarra ao mesmo tempo!

IMG_1090No entanto, antes de eu começar meu primeiro semestre, tive um acidente maluco e caí por cima de uma grande porta de vidro. Esse acidente me deixou com algumas lesões graves. Eu cortei uma série de tendões da minha mão esquerda. Essas lesões exigiram uma cirurgia reconstrutiva e um longo período de reabilitação. Essa foi uma época muito difícil para mim, como você pode imaginar. Durante esse tempo eu usei gesso e apenas podia movimentar os meus dedos. Foi muito frustrante e fiquei muito triste.

Um dia, eu vi que meu guitarrista favorito, Eric Johnson, estaria tocando em um clube próximo ao meu dormitório na universidade. Isso foi durante a turnê do seu álbum Tones. Eu decidi entrar e ouvir a sua passagem de som.

Depois da passagem de som eu me aproximei dele e expliquei a minha situação e perguntei se ele tinha algum conselho. Eric foi muito generoso comigo. Ele me disse que tinha um amigo que sofrera um acidente similar e era tecladista. Ele me contou como o seu amigo se recuperou e passou a ser um músico melhor do que era. Eu não consigo dimensionar o quão importante essa conversa foi para mim. Mais do que o conselho, o espírito generoso e a bondade de Eric tocaram meu coração. Ele me deu um grande incentivo. Eu tento me lembrar desse ocorrido e sempre ser gentil com as pessoas quando elas estão para baixo. Cerca de vinte anos depois eu tive a oportunidade de me sentar no seu ônibus de turnê para agradecer-lhe pessoalmente por sua bondade. Na verdade eu comecei a chorar enquanto expressava o meu agradecimento. Foi um momento muito tocante.

Então, de volta a escola, me graduei. Reaprendi a tocar meu instrumento e re-treinei as minhas mãos.

em 1994 eu e minha esposa nos mudamos para Nashville. Eu tinha visitado a cidade no ano anterior para fazer um teste em uma banda bem conhecida. Apesar de não conseguir a Gig, adorei a cidade. Esta foi a melhor decisão que eu já tomei. Não só nós encontramos a nossa casa longe de casa, como a minha carreira na música profissional. Eu comecei a gravar e sair em turnês com artistas. Tocar guitarra me levou por todo os EUA como ao redor do mundo.

Nashville também foi onde eu comecei a conhecer equipamentos – os equipamentos que os profissionais utilizavam, a diferença entre o nível consumidor e o nível profissional e as sutis diferenças entre os equipamentos que eram bons para os equipamentos que eram ótimos. Esse foi o início da minha paixão IMG_1205por equipamentos musicais.

Quando ficou claro que a minha carreira musical estava em queda, eu entrei para uma escola de negócios. Então eu fui capaz de combinar a minha paixão por equipamentos, minha experiência como músico e uma noção de negócios mais real.

Pedais & Efeitos: Em várias entrevistas que já fizemos, a idéia do negócio surgiu de uma necessidade pessoal. Foi assim também com a Pedaltrain?

Jim: Meu querido amigo John Chandler iniciou a J Chandler Company (que se tornaria posteriormente a Pedaltrain). John e eu nos encontramos logo após a empresa ser fundada. Costumamos dizer que somos irmãos de mães diferentes. John era um técnico de guitarra profissional que trabalhava com grandes artistas e ele descobriu uma necessidade trabalhando para eles. Não havia Pedalboards comercialmente disponíveis no momento. Apenas madeira compensada e velcro. Isso era muito pouco confiável e os cabos ficavam espalhados por todo lado. O equipamento sempre se soltava e era trabalho dele colocar tudo de volta no lugar. Ele pensou que deveria alguma forma melhor de se fazer aquilo e ele estava certo! Ele experimentou vários designs até que criou o primeiro Pedaltrain!

Pouco depois a empresa recebeu a sua primeira patente nos EUA e hoje nós possuímos várias patentes e marcas por todo o mundo!

Pedais & Efeitos: Já me perguntaram uma vez quem foi o inventor do pedalboard ou qual foi a primeira empresa que apareceu com essa idéia. Eu não tenho idéia. Mas se me perguntarem qual empresa revolucionou esse mercado eu não vou hesitar em indicar a Pedaltrain. Como foi criar o conceito oferecido por vocês?

Jim: A Pedaltrain tem sido creditada como quem estabeleceu o Pedalboard como uma legítima categoria de produto. Penso que essa é uma avaliação correta. Nosso design é uma invenção 100% original.

Embora nosso projeto seja agora muito conhecido, não se engane, muitas pessoas acharam que era uma idéia estúpida no início. Levou muitos anos e um monte de trabalho para convencer as pessoas da necessidade. Ironicamente, a comunidade de músicos profissionais de Nashville apoiou o produto imediatamente. Devemos muito a esses primeiros músicos.

É por isso que sempre dizemos: “Designed in Nashville, TN”. Temos orgulho da nossa cidade natal. Eu não preciso dizer a um Brasileiro sobre o orgulho da sua terra natal, preciso? Vocês tem mais do que qualquer um! 

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Em 2014 começamos a planejar a próxima fase de produtos que vai levar a empresa para o futuro. Lançados em 2015 na NAMM, nós agora oferecemos dois pedalboards da série Nano, três na série Metro, quatro na série Classic, três na série Novo e um na série Terra. Eu acho que são 44 combinações diferentes no total. Nenhuma outra empresa chega perto que nós oferecemos.

Pedais & Efeitos: Quantas pessoas trabalham hoje na Pedaltrain?

Jim: Não é trabalho se você está se divertindo, então… Ninguém trabalha na Pedaltrain, apenas nos divertimos! Ha!

Falando sério, temos uma equipe muito pequena em nossa sede. Minha família trabalha comigo, além de um time de pessoas muito boas.  E nós também empregamos pessoas ao redor do mundo – Alguns trabalham diretamente para nós, outros trabalham indiretamente com nossos parceiros, distribuidores, etc.

Pedais & Efeitos: Produzir e oferecer fontes ao mercado foi um processo natural para a empresa?

Jim: Eu creio que sim. Nós aprendemos um monte com a Volto e com a Pedaltrain 1250. Eu espero que ao logo do tempo nós possamos continuar inovando na categoria Fontes de alimentação. Nossa nova Volto (PT-VT2) está prestes a ser lançada. Eu acho que as pessoas vão realmente gostar.

 

Pedais & Efeitos: Vocês recentemente reformularam toda a linha de Pedalboards, se adequando as novas tendências de mercado. Como é o processo de desenvolvimento de vocês e quanto tempo leva do projeto até o produto estar disponível para o público?

Jim: Boa pergunta. Foi preciso um longo tempo e muito esforço. Primeiro, você tem de estar em contato com o mercado para realmente entender e estar à frente das tendências. Nós investimos muito tempo e esforço nessa área. Eu acredito que estamos trabalhando 2 ou 3 anos à frente do mainstream. Quando lançamos as séries Metro e Novo em 2015, muita gente não os entendeu. Agora, dois anos depois, eles são nossos produtos mais vendidos!

As vezes eu leio alguns comentários na internet que perguntam porque nós fizemos isso ou não fizemos aquilo. Tenha certeza, nós exploramos todas as possibilidades para ver se são viáveis e rentáveis. Então, se nós acharmos que algo é bom e útil, vamos fazer desenhos, protótipos, mudanças, etc… Em seguida, buscar feedback dos clientes e compartilhar com músicos em todo o mundo, etc. Então, se tudo correr bem, ainda temos que ter a certeza de que podemos vendê-los, por isso eles precisam ser acessíveis. Então nós temos que fabricá-los, enviá-los, vendê-los…

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Ok, de volta ao meu comentário sobre se divertir. As vezes é o velho trabalho duro de sempre.

Nós sempre queremos oferecer uma solução acessível. Somos pessoas normais, músicos que tocam regularmente e que estão tentando ajudar seus irmãos e irmãs a manter o seu sonho e avançar rumo ao sucesso!

Pedais & Efeitos: Qual o pedalboard mais vendido da Pedaltrain?

Jim: Isso depende de qual parte do mundo você toma por referência. O Pedaltrain 1 original teve muito sucesso em todo o mundo. Estamos relançando ele como Classic 1 no final desse ano, disponível na versão bag ou hard case. O preço vai ser muito bom!

Pedais & Efeitos: E o que vem a seguir? Eu imagino que uma empresa com o DNA de inovação como a Pedaltrain não esteja acomodada…

Jim: Nós temos um monte de planos para inovação e expansão. Mas, novamente, isso leva tempo, investimento e um monte de trabalho. Espero que possamos fazer grandes anúncios antes do ano terminar.

Pedais & Efeitos: A Pedaltrain só chegou recentemente ao mercado brasileiro e ainda de forma bem discreta. Existe um interesse de vocês em ampliar a participação no mercado? Pretendem desenvolver alguma ação específica para isso?

Jim: Sim! Em primeiro lugar eu gostaria de dizer que visitei o Brasil duas vezes e adorei! As pessoas são muito calorosas e amigáveis! Vocês tem uma cultura rica e uma bela natureza. Tanta beleza e alegria no Brasil. Um dos desafios que enfrentamos é a louca variação da moeda e as barreiras de comércio pedaltrain metrointernacionais que acontecem – e parecem estar piorando e não melhorando. Além disso, ficamos tristes em ver nossos produtos copiados no Brasil.  Isso dificulta o interesse de distribuidores importarem o produto original. No entanto, o Brasil é uma prioridade para nós.

Pedais & Efeitos: Jim, muito obrigado por essa entrevista. Eu sou um grande fã da Pedaltrain e espero que ela cresça cada vez mais. Gostaria de deixar alguma mensagem para os nossos leitores?

Jim: Obrigado pelo seu amável convite e calorosos votos. Eu desejo o mesmo para o Pedais e Efeitos. 

Gostaria de dizer a seus leitores que, embora muitas milhas nos separarem, somos um em espírito, porque temos um amor compartilhado pela música. Músicos e artistas irão levar o mundo a um lugar melhor, um lugar cheio de paz e justiça e alegria. Não os políticos, eles não vão fazer isso. Então, se nós pudermos ajudar a desempenhar um pequeno papel em sua viagem a esse lugar, ficaremos honrados. Pensamos em vocês com carinho, e desejo-lhes tudo de melhor. Que você e seus entes queridos desfrutem de boa saúde, felicidade e muito sucesso. Nós amamos o Brasil!

 

E a entrevista também em inglês!

Pedais & Efeitos: Jim, thank you for granting us this interview! How did your interest in music and more particularly in equipment for musicians?

Jim: The pleasure is all mine! Thank for your the invitation to be interviewed by Pedais & Efeitos.

First let me tell you about my interest in music. I love playing guitar. Other than my wife and son, and my faith, guitar is my greatest passion.

I have played guitar since I was a 13 years old. I grew in my skills over the years, practicing a lot. But the long hours were a joy, a true pleasure. Do you know that feeling? To be so engrossed in something that you just lose yourself and lose track of time? That’s what playing guitar was for me. Also, I think playing guitar kept me out of trouble as a teenager!

Eventually, I was accepted to University to study classical guitar, music theory and composition. It was a dream come true. My real passion was electric guitar, but to be accepted to the University was such a honor. My father wanted me to go to college and this was the best way to satisfy him and play guitar at the same time!

However, just as I was about to start my first semester, I had a freak accident and fell through a large glass door. This accident left me with some serious injuries. I had severed a number of tendons in my fretting unnamed-9hand. These injuries required reconstructive surgery and a long rehabilitation. This was a very difficult time for me, as you can imagine. During this time, I was in a cast, barely able to move my fingers. It was very frustrating and made me sad.

One day, I saw that my favorite guitar player, Eric Johnson, was playing in a club across from my university dormitory. This was during his tour for his album, Tones. I decided to sneak in and listen to his soundcheck.

After soundcheck I approached him and explained my circumstance. I asked if he had any advice. Eric was so kind to me. He explained that he had friend who played keyboards and had a similar accident. He told me about how his friend recovered and went on to be a better musician than ever before. I can’t tell you how important this conversation was to me. More than his advice, Eric’s generous spirit and kindness spoke to my heart. It gave me great encouragement. I try to remember this moment at all times and to always be kind when people are down.

Some twenty years later, I had the opportunity to sit on his tour bus and thank him in person for his kindness. I actually started crying when I expressed my thanks to him. It was a beautiful moment.

So, back to school, I switched my major at the university, eventually graduating. During that time I also relearned the instrument and retrained my hands.

In 1994 my wife and I moved to Nashville, TN. We had visited Nashville the year prior, when I auditioned for a well-known band. Although I did not get that gig we fell in love with the city. This was the best decision we ever made. Not only did we find our home away from home, I began to grow in my professional music life. I got to play in the studio with artists and toured. Guitar playing took me across the USA and around the world.

Nashville is also where I really became aware of “gear” – the gear that the pros used, the difference between consumer grade vs. professional grade, and the subtle differences between gear that was good vs. gear that was great. That was the start of my passion for music equipment.

When it was clear that my playing career was winding down, I went to business school. I then was able to combine my passion for gear with my playing experience and true business sense.

Pedais & Efeitos: In several interviews we conducted here at Pedais & Efeitos, the idea for creating a business came from a personal need. It was also so with you?

Jim: My dear friend, John Chandler, started the J Chandler Company (which would eventually become Pedaltrain). John and I met shortly after the company was founded. We say we are brothers with different mothers. John was a professional guitar tech, supporting arena-level artists. He discovered the need while working for these artists. There was not a commercially available pedal board at the time. Just plywood and velcro. This was very unreliable and the cables were be all over the place. Gear was always being broken and it was his job to fix it. He thought that there has to be a better way and he was right! He experimented with various designs until he made the first Pedaltrain.

Shortly after, the company received its first US Patent. We now own various patents and trademarks around the world.

Pedais & Efeitos: I’ve got a question about who would be the inventor of the concept of Pedalboard or what was the first company to come up with this proposal. I have no idea. But if someone asks me who revolutionized this business, I will not hesitate to indicate the Pedaltrain. How was the process to get the concept offered by you?

Jim: Pedaltrain has been credited with establishing the pedalboard as a legitamate product category. I think this is a correct assessment. Our slotted rail design is a 100% original invention.

Although our design is now very well known, make no mistake, many people thought the Pedaltrain was a stupid idea at first. It took many years and a lot of hard work to convince people of the need. Ironically, the community of professional musicians in Nashville supported the product right away. We owe a lot to those early players.

This is why we always say “Designed in Nashville, TN.” We have pride in our home town. I don’t need to tell a Brazilian about hometown pride though, do I? You have the most of anyone!

In 2014 we began planning the next phase of products to take the company into the future. Launched in 2015 at the NAMM Show, we now offer two pedalboards in the Nano series, three in the Metro series, four in the Classic series, three in the Novo series and one in the Terra series. I think it’s 44 different combinations in total. No other company comes close to our offerings.

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Pedais & Efeitos: How many people work in Pedaltrain today?

Jim: It’s not work if you are having fun, so… nobody works at Pedaltrain. We just have fun! Ha!

In all seriousness, we have a very small team at our headquarters. My family works with me, plus a team of really great people. And we also employ people around the world – some work directly for us, others work indirectly with our partners, distributors, etc.

Pedais & Efeitos: Produce and offer to the market power supplies was a natural process for the company?

Jim: I think so, yes. We have learned a lot from Volto and Powertrain 1250. I hope over time we can continue to innovate in the power supply category. Our new Volto (PT-VT2) is about to debut. I think people will really like it.

Pedais & Efeitos: You recently reshaped the entire line of pedalboards, fitting the new market trends. How is the development process of you and how long it takes the project until the product is available to the public?

Jim: Good question. It takes a long time and a lot of effort. First, you have to be in touch with the market to really understand and be ahead of trends. We invest a lot of time and effort into this area. I believe we are operating 2-3 years ahead of the mainstream. When we launched the Metro and Novo series in 2015 many people did not understand them. Now, two years later, they are our best selling products!

Sometimes I read comments online that ask why we do this or don’t do that. Rest assured, we explore every opportunity to see if it is viable and worthwhile. Then, if we think we have something that is good and useful, we have to make designs, then make prototypes, changes, etc… then seek customer feedback. Then share with leading players around the world, etc. Then even if that goes well, we have to make sure we can sell them so that they are affordable. Then we have to make it, ship it, sell it… voltopic

Ok, back to my comment about having fun. Sometimes it is just old fashioned hard work!

We always want to deliver an affordable solution. We are regular people, regular musicians, who are trying to help our brothers and sisters keep their dream moving forward and to success!

Pedais & Efeitos: What is the best-selling pedalboard of Pedaltrain?

Jim: This depends on which part of the world you measure. The original Pedaltrain 1 was very successful worldwide. We are reissuing this as the new Classic 1 later this year, available in a soft bag or tour case. The price is going to be very good!

Pedais & Efeitos: And what’s next? I imagine that a company with the DNA of innovation as the Pedaltrain is not accommodated…

Jim: Oh we have a lot of plans for innovation and expansion. But again, this takes time, investment and a lot of work. Hopefully we can make some big announcements before 2016 is done.

Pedais & Efeitos: The Pedaltrain only recently reached the Brazilian market and still very discreet way. There is an interest of you in expanding the market share? They intend to develop a specific action for this?

Jim: Yes! First, I’d like to say that I have personally visited Brazil twice and love the place! The people were so warm and friendly! You have a rich culture and beautiful natural resources. So much beauty nprimeand joy in Brazil. One of the challenges we face is all of the crazy currency and international trade disruptions that happen – this seems to be getting worse and not better. Also, It saddens me to see our products copied in Brazil. This makes it hard for dealers to import the genuine products. Nevertheless, Brazil is a top priority for us.

Pedais & Efeitos: Jim, thank you for this interview. I’m a big fan of Pedaltrain and I hope it to grow increasingly. Would I like to leave a message for our readers?

Jim: Thank you for your kind invitation and warm wishes. I wish the same for Pedais & Efeitos.

I would like to tell your readers that although many miles separate us, we are one in spirit because we have a shared love of music. Musicians and artists will lead the world to a better place, one full of peace and justice and joy. Not the politicians, they won’t do it. So, if we can help play a small part in your journey to that place, we are honored. We think of you fondly, and wish you all the best. May you and your loved ones enjoy good health, happiness and much success. We love Brazil!