Review: Meet Maude Fairfield Circuitry

Published on maio 12th, 2017

 

Acabamento/Construção/Embalagem

A Fairfield Circuitry é um fabricante canadense. Os pedais deles tem a característica de um acabamento com a caixa “crua”. Sem pintura, o pedal possui gravações direto na caixa com a indicação de controles, nome do fabricante e modelo. Sem dúvida uma solução diferente. Simples, mas que cumpre bem a função de diferenciar um pedal da marca. Um outro detalhe com relação ao acabamento é que, pela ausência de uma pintura, o tempo de vida útil do pedal com relação a parte estética, aumenta bastante.

A construção do pedal é extremamente sólida. A caixa é bastante robusta e a placa é muito bem montada e organizada, com soldas bem feitas e ótimos componentes. O pedal não tem a opção de alimentação por bateria, podendo ser alimentado apenas por fonte padrão (9v).

A embalagem é no padrão “caixa branca”, apenas com um carimbo do fabricante na parte superior do pedal. Na parte interior, o pedal vem acondicionado num saco de papel com a logo do fabricante, o que até faz par com o acabamento do pedal. Não é lá muito durável mas ao menos é uma solução simples e criativa.

 

Timbres

O Meet Maude é um delay analógico que utiliza os famosos BBD’s, mas que oferece também algumas “modernidades”. O pedal possui 5 knobs e duas chaves o que se você pensar berm, é bastante para um delay analógico. Os controles dos knobs são de Volume, Feedback, Mix, Tone e Time e as chaves selecionam nível de compressão e de modulação.

Uma delas é que você pode definir o nível de compressão no sinal. Vale salientar que o sinal do instrumento não passa pela compressão, mas as repetições sim. Você também pode definir se quer modulação nas suas repetições e se elas serão suaves ou mais presentes. Falaremos mais disso um pouco mais a frente.

O Meet Maude pode oferecer de 50ms a 500ms de repetição. Para mim é o suficiente, mas quem gosta de delays mais longos não irá se satisfazer. Outra característica bem presente nesse modelo é a degradação do sinal nas repetições, afinal, estamos falando de um delay analógico. Então se você curte uma onda The Edge, dotted eights, ou seja, quer buscar um delay mais rítmico, também não creio que ele irá atender a sua demanda.

Por conta da degradação bem acentuada do timbre, utilizar o Meet Maude com pedais de overdrive/distorção/fuzz com grandes quantidades de ganho pode ser um problema. O seu timbre pode dar uma “embolada” geral, tornando tudo muito confuso. Mas isso também pode ser um efeito desejado! Nesse caso, o Meet Maude brilha! Para viagens sonoras e timbres lo-fi e em sonoridades clean, esse pedal é excelente. O controle de Tone permite interessantes variações sonoras, podendo deixar as repetições com um timbre super fechado ou acrescentando um pouco mais de brilho (não muito) as sonoridades desejadas. Os switchs de compressão e modulação também são muito interessantes. Quando você aciona a compressão, é como você acionasse uma espécie de auto-oscilação, que gera um feedback quase interminável, sem estourar a sonoridade. O estágio mais forte de modulação proporciona sonoridades que lembram um eco de fita fora de controle, com uma modulação pulsante e aleatória, mas extremamente musical.

O Meet Maude explora muito bem as características de um delay analógico e as chaves para compressão e modulação oferecem um plus muito bem vindo ao pedal. Mas a incompatibilidade com pedais com mais ganho pode frustrar alguns. É um ótimo pedal, mas certamente não é para todo mundo.

Facilidade de Usar/Achar bons timbres

Apesar de controles (re)conhecidos e aparentemente simples, é preciso investir um tempo para se extrair o que esse pedal tem de melhor. Entender a relação entre os controles de compressão e modulação, e usar com cuidado o controle de tone, adequando ao setup utilizado (guitarra e amplificador) é fundamental para extrair o que o Meet Maude tem de melhor.

 

Regulagem Favorita

Vol: 11:00h

Feed: 13:00h

Tone: 12:00h

Mix: 12:00h

Time: 10:00h

Comp: 0 (posição)

Mod: 2 (posição)