Entrevista: Empress Effects

Published on setembro 16th, 2016

Sempre em busca de disponibilizar para vocês, queridos leitores, tudo o que acontece no nosso mercado e tentando aproximar o nosso país dessa realidade, fomos conversar com um fabricante canadense que tem se destacado, já a algum tempo, pela ótima qualidade dos seus pedais. Confira o papo com o criador da Empress Effects!

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Pedais & Efeitos: Steve, em primeiro lugar obrigado por nos conceder essa entrevista! Como surgiu o seu interesse em pedais de efeito?

Steve: Eu tinha grandes planos na escola para construir uns robôs com amigos. Nós não fomos muito longe por problemas com a fonte de alimentação. Então meus projetos foram ficando menos ambiciosos até que eu me encontrei fabricando pedais de efeito. Foi um tempo duro, mesmo recebendo fuzzes simples para trabalhar como o Tychobrahe Octavia.

Pedais & Efeitos: E em que momento surgiu a idéia de criar a Empress?

Steve: Não tenho certeza exatamente, é meio obscuro neste momento. Mas eu acho que, em 2004, eu tinha um plano de negócios de 5 anos para iniciar a Empress. O primeiro pedal caminhava para ser um simples switcher ABY (como você pode ver a partir http://www.effectsdatabase.com/model/empress/aby foi quente!), Então um switch ridículo que nunca foi acabado

https: //www.instagram.com/p/m3LG6WoI69/ )

Pedais & Efeitos: Qual foi o primeiro pedal vendido já sob a marca?

Steve: O Empress ABY. Mas era apenas um monte de fios, não muito um pedal. Então eu diria que o primeiro pedal da Empress foi o Tremolo. E a primeira versão era horrorosa! (https://www.instagram.com/p/mlHw0poI0T/)

Pedais & Efeitos: Qual o pedal mais vendido de vocês? E qual o seu favorito?

Steve: Bem agora o Reverb é o maior lançamento que já tivemos por muito longe! Porém nosso ParaEq eparaeq-2 Compressor vendem constantemente muito bem. O que é engraçado porque quando foram lançados eles não se saíram muito bem.

Pedais & Efeitos: Quantas pessoas trabalham na empresa hoje?

Steve: No momento nós tempos 7 pessoas em tempo integral (me incluindo) e um estagiário.

Pedais & Efeitos: Como funciona o processo de desenvolvimento na Empress? Quanto tempo leva do início do processo até o produto estar disponível para a venda?

Steve: Estão em todo o lugar. A maioria dos projetos leva cerca de dois anos. O Reverb levou cinco! Na maioria das vezes estamos continuamente mudando as características e especificações, o que leva a um monte de redesenhos extras.

Pedais & Efeitos: Vocês acabaram de lançar o Reverb, que é um grande pedal e um projeto bastante audacioso. Como tem sido a recepção do mercado?

Steve: Tem sido incrível! Nós inicialmente não queríamos fazer o reverb porque achávamos que venderia bem e sim porque representava um desafio de computação bem intenso num efeito.  Queríamos começar a usar processadores DSP de alta qualidade, e uma reverberação seria o melhor teste para eles. Temos sido agradavelmente surpreendidos com a recepção.

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Pedais & Efeitos: Na sua opinião qual a principal vantagem competitiva da Empress hoje?

Steve: Puxa, eu não tenho certeza. Eu sinto que pensar que você tem uma vantagem competitiva é mais um sinal de pensamento delirante do que qualquer coisa.

No momento em que existe uma tonelada de empresas de pedais. Uma quantidade muito pequena utiliza high-end DSPs, então agora isso é uma vantagem. Mas tenho certeza que em um par de anos, haverá muito mais empresas que utilizam estes DSPs, e nós vamos ter que pensar sobre o próximo passo para permanecer relevante.

Pedais & Efeitos: O Brasil é um mercado emergente que tem crescido bastante e seus pedais ainda não estão disponíveis por aqui. Você vende diretamente para cá ou tem planos para ter seus pedais vendidos por aqui?

Steve: Nós temos falado sobre nos concentrarmos mais na América do Sul, por isso espero que em breve você verá uma representação muito melhor no Brasil.

j01415000000000-00-500x500Pedais & Efeitos: E quais os próximos projetos da empresa? Vê pode nos antecipar alguma notícia exclusiva?

Steve: Nós atualmente estamos trabalhando no Superdelay II. Terá vários recursos assim como o Reverb.

Pedais & Efeitos: Steve, muito obrigado por nos conceder essa entrevista! Gostaria de deixar uma mensagem para os nossos leitores?

Steve: Isso: http://news.nationalgeographic.com/2015/10/151003-animals-science-crows-birds-culture-brains/

Eu diria que é de explodir a cabeça!

 

E também em Inglês!

 

Pedais & Efeitos: Steve in the first place thank you for giving us this interview! How your interest in effects pedals come about?

Steve: I had big plans in high school to build a robot with some friends. We didn’t get far though, we got stuck on the power supply. So my projects got continually less ambitious until I found myself building guitar effects. I had a hard time even getting simple fuzzes like the Tychobrahe Octavia to work.

Pedais & Efeitos: And at what time did the idea of creating the Empress?

Steve: Not sure exactly, it’s kinda blurry at this point. But I guess in 2004 I had a 5 year business plan for starting Empress. First pedal was going to be a simple ABY switcher (as you can see from http://www.effectsdatabase.com/model/empress/aby it was hot!), then a ridiculous switching unit that never was finished (https://www.instagram.com/p/m3LG6WoI69/)

Pedais & Efeitos: What was the first model sold under the brand?

Steve: The Empress ABY. But it was just a bunch of wires, not much of a pedal. So I’d say the first Empress pedal was the Empress Tremolo. The first version of it looked terrible! (https://www.instagram.com/p/mlHw0poI0T/)j01411000000000-00-500x500

Pedais & Efeitos: What is your best selling pedal? And what’s your favorite?

Steve: Well right now the Reverb. It’s by far the biggest release we’ve ever had. But our ParaEq and Compressor are the two pedals the consistently sell the best. Which is kinda funny, since when they were first released they didn’t sell well at all.

Pedais & Efeitos: How many people work in the company today?

Steve: Right now we have 7 full time including me, and one co-op student.

Pedais & Efeitos: How does the process of developing products in the Company? How long it takes from the beginning of the process until the product is available to the public?

Steve: We’re all over the place. Most pedals take around 2 years. The Reverb took 5. Most of the time we’re continually changing the features and specs, which leads to a lot of extra redesign.

Pedais & Efeitos: You have just released the Reverb, which seemed a great pedal and a very audacious project. As has been the reception of the market?

Steve: It’s been awesome! We initially wanted to do the Reverb not because we thought it would sell well, but because it’s such a computationally intense effect. We wanted to start using high-end DSP processors, and a reverb would be the best test for them. We’ve been pleasantly surprised by the reception.

Pedais & Efeitos: In your opinion, what is the main competitive advantage of the company today?

691ff64e-42df-44de-a25c-f573eb87fb03Steve: Oh geez, I’m not sure. I feel like thinking you have a competitive advantage is more a sign of delusional thinking than anything. At the moment there are a ton of effects companies. A much smaller subset use high-end DSPs, so for now that’s an advantage. But I’m sure in a couple years there will be a lot more companies using these DSPs, and we’ll have to think about the next step to stay relevant.

Pedais & Efeitos: Brazil is an emerging market that has grown a lot and your pedals are not yet available in our country. You sell directly here or have a plan to have the pedals being sold here?

Steve: We have been talking about concentrating more on South America, so hopefully soon you’ll see much better representation in Brazil.

Pedais & Efeitos: And what are the next projects of the Company? You can anticipate some exclusive news?

Steve: We’re currently working on the Superdelay II. It’s going to have a lot of the same feature set as the Reverb.

Pedais & Efeitos: Steve, thank you for granting us this interview. I would like to leave a message for our readers?

Steve: This: http://news.nationalgeographic.com/2015/10/151003-animals-science-crows-birds-culture-brains/

I’d say that’s pretty mind blowing!