Entrevista: Daredevil Pedals

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Entrevista: Daredevil Pedals

Não tenho dúvidas de que nós vivemos a “era de ouro” do mercado de pedais. São centenas de ótimos fabricantes espalhados por todo o mundo e a cada dia surgem mais! Nesse contexto surge a Daredevil Pedals, baseada em Chicago e com um DNA de muita autenticidade e ótimos pedais! Confira o nosso papo com o criador da marca!

Pedais & Efeitos: Oi Johnny! Muito obrigado por nos conceder essa entrevista! Como surgiu o seu interesse por pedais de efeito e em que momento você decidiu criar uma empresa?

Johnny: Obrigado! Comecei toda essa viagem aos pedais enquanto fazia turnê com minha banda, The Last Vegas … queria um wah customizado mas ninguém fazia um como eu queria. Comecei com alguns kits tipo “DIY”, vendia … então comecei a construir minha própria linha desde que eu precisava de dinheiro como músico de turnê. Forma legal de ganhar dinheiro enquanto eu estava em casa

Pedais & Efeitos: Qual foi o primeiro pedal produzido e comercializado pela marca?

Johnny: Eu fiz cerca de 4 ou 5 pedais. O Silver Solo era um deles junto com um punhado de outros clones modificados.

Pedais & Efeitos: Como funciona o seu processo de desenvolvimento de novos produtos? Quanto tempo leva do início do processo até o produto estar disponível para o público?

Johnny: Parece que o processo está demorando cada vez mais desde que eu estou constantemente me esforçando para criar circuitos melhores e mais complexos. Além disso, sempre que houver um artista envolvido, as coisas demoram mais. Cada pedal começa com uma ideia baseada no que eu quero tocar por mim mesmo. Eu raramente considero as tendências de mercado ou nada disso.

Pedais & Efeitos: Os pedais da Daredevil tem um forte DNA de fuzz. Isso tem relação com o seu gosto pessoal?

Johnny: Eu sempre fui um fã de efeitos clássicos … circuitos montados à mão dos anos 60 e 70. Eu fui muito inspirado por David Main e a maioria das minhas bandas favoritas é bem pesada. Os primeiros 3 anos de Daredevil foram todos construídos em stripboard, o que leva mais tempo, mas eu realmente queria manter uma vibe da velha escola com tudo .. e eu sinto que o timbre é melhor. Mas o tempo só me permite construir alguns antes de ter que passar para as construções com PCB. mais confiáveis e mais rápidas … mas eu sinto falta da atenção da velha escola aos detalhes … a ‘arte’ disso … se você quiser chamar assim.

Pedais & Efeitos: Quantas pessoas trabalham na Daredevil hoje?

Johnny: Eu faço todo o projeto de circuito e construção, conceitos para arte, etc. A arte dos pedais é feita por Casey Sass de Chicago praticamente desde o início. Depois de desistir de fazer em casa no photoshop minhas tentativas tentativas de arte …. lol. Eu tenho outro amigo com formação em engenharia que ajuda na programação e layouts para PCB, Quentin Poynter, engenheiro de estúdio matador aqui em Chicago.

Pedais & Efeitos: Qual o pedal mais vendido da Daredevil e qual o seu pedal favorito? (Pode ser da Daredevil ou de outro fabricante).

Johnny: O mais vendido deve ser o Atomic Cook ou o Op Amp, fuzzes que são vendidos exclusivamente pela Chicago Music Exchange. Meu favorito provavelmente é o Atomic Cook. Deveria estar em todos os pedalboards de guitarristas.

Pedais & Efeitos: E qual o pedal fabricado por vocês que ainda não foi “descoberto” pelo público? Aquele que tem um timbre matador mas não teve o reconhecimento merecido ainda.

Johnny: Sim, o Supernova é definitivamente o único pedal que eu sempre usei para fuzz … é uma coisa viva. Você coloca isso em um ambiente de banda e isso simplesmente esmaga … tão bem definido e poderoso. Eu nunca desisto dos que eu acredito …

Pedais & Efeitos: Na sua opinião, qual o principal diferencial da Daredevil hoje?

Johnny: Diferenças entre mim e outras marcas? Eu venho de um contexto de banda que faz turnê e toca ao vivo … estes são práticos para músicos que estão fora para tocar shows, turnê, e têm um ótimo timbre. Eu não faço pedais com sons estranhos, sons de robôs, etc. Você quer ter um grande timbre de inspiração vintage e se destacar do resto das pessoas que estão usando as coisas comuns produzidas em massa … é onde a Daredevil vive.

Pedais & Efeitos: O Brasil é um mercado emergente que tem crescido bastante e seus pedais ainda não estão disponíveis no nosso país. Você vende diretamente para cá ou tem algum plano para ter os pedais sendo vendidos aqui?

Johnny: Eu vendo direto no meu site … e gostaria de encontrar um importador sul-americano ou brasileiro para trabalhar com isso para que todos possam obtê-los sem todos os impostos extras.

Pedais & Efeitos: E quais os próximos projetos da empresa? Pode nos antecipar alguma notícia exclusiva?

Johnny: Estaremos lançando um delay analógico em breve, outra leva do do Ron Asheton Germanium Fuzzes, e fazendo o Atomic Cock em um tamanho menor com preços mais convidativos. Isso é tudo nos próximos dois meses. Eu tenho andado ocupado!

Pedais & Efeitos: Muito obrigado por nos conceder essa entrevista, Johnny! Querem deixar algum recado para os nossos leitores?

Johnny: Sintonize, ligue e detone!

 

Inglês

Pedais & Efeitos: Hi Johnny! Thank you very much for giving us this interview! How did you become interested in pedals of effect and when did you decide to start a business?

Johnny: Thanks! I started this whole pedal trip while touring in my band the Last Vegas… wanted a cocked wah but nobody made one. Started with a couple DIY type kits, sold em… then started building my own line since i needed the money as a touring musician. Cool way to make money while i was home.

Pedais & Efeitos: What was the first pedal produced and marketed by the brand?

Johnny: I made about 4 or 5 pedals.. the Silver Solo was one of them along with a handful of other modified clones.

Pedais & Efeitos: How does your new product development process work? How long does it take from the beginning of the process until the product is available to the public?

Johnny: Seems like the process is taking longer each time since i am constantly pushing myself to engineer better and more complex circuits. Plus anytime there is an artist involved things take longer. Every pedal starts with an idea based on what i want to play for myself.. i rarely consider market trends or any of that.

Pedais & Efeitos: The Daredevil Pedals have a strong fuzz DNA. Does it relate to your personal taste?

Johnny: I’ve always been a fan of Classic effects… hand wired circuits from the 60’s and 70’s. I was hugely inspired by David Main and most of my favorite bands are pretty fuzz heavy. The fist 3 years of Daredevil were all built on stripboard which takes longer but i really wanted to keep an old school vibe with everything.. and i feel the tone is better. But time only allows me to build so many before i had to switch over to PCB builds. more reliable and quicker… but i miss the old school attention to detail… the ‘art’ of it.. if you want to call it that.

Pedais & Efeitos: How many people work at Daredevil today?

Johnny: I do all the circuit design and building, concepts for art, etc. The artwork has been done by Casey Sass from Chicago pretty much since the beginning. After we phased out my home made photoshop attempts at art….lol. I have another buddy with engineering background that helps with programming and eagle layouts for the pcb’s, Quentin Poynter, killer studio engineer here in Chicago.

Pedais & Efeitos: What is Daredevil’s best selling pedal and what is your favorite?

Johnny: Best selling might be the Atomic Cock, or possibly the Op Amp fuzzes that Chicago Music Exchange sold exclusively. My favorite is probably the Atomic Cock… it should be on every musicians board.

Pedais & Efeitos: And what pedal manufactured by you that has not yet been “discovered” by the public? The one who has a killer sound but has not had the deserved recognition yet.

Johnny: Yeah, the Supernova is definitely the one pedal i have always used for fuzz… it’s a live thing. You put it in a band setting and it just crushes.. so well defined and powerful. I never give up on the ones i believe in…

Pedais & Efeitos: In your opinion, what is Daredevil’s main differential today?

Johnny: Difference between me and other brands? I come from a live touring band background… these are practical for musicians that are out to play shows, tour, and have great tone. I don’t make weird noses, robot sounds, etc. You want to have great vintage inspired tone and stand out from the rest of the people using the usual mass produced stuff… that’s where Daredevil lives.

Pedais & Efeitos: Brazil is an emerging market that has grown a lot and its pedals are not yet available in our country. Do you sell directly here or do you have any plans to have the pedals being sold here?

Johnny: I sell direct on my website… and would love to find a South American or Brazilian dealer to work with so everyone there can get these without all the extra taxes.

Pedais & Efeitos: And what are the company’s next projects? Can you anticipate some exclusive news?

Johnny: Releasing an analog delay soon , another run of the Ron Asheton Germanium Fuzzes, and making the Atomic Cock in a smaller enclosure size with cheaper street price. That’s just all in the next couple months. I’ve been busy!

Pedais & Efeitos: Thank you so much for giving us this interview, Johnny! Do you want to leave a message for our readers?

Johnny: Tune up , turn on, rock out. -J

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