“Somos e queremos ser clássicos”

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“Somos e queremos ser clássicos”

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Você pode estar se perguntando porque um site sobre pedais se daria ao trabalho de entrevistar um fabricante de amplificadores. E nós respondemos: Mais do que Pedais & Efeitos, esse site existe para falar sobre sons e timbres que nos fascinam. E quer coisa melhor do que ouvir seus pedais plugados num bom amp valvulado?

Pensando nisso, nosso editor Leo Ximenes conversou com Marcos Bonas, um dos donos da Gato Preto Classics. Confira o papo sobre negócios, música e válvulas…

Pedais & Efeitos: Porque Gato Preto Classics? Alguma superstição?

Marcos: As pessoas tendem a associar eventos ligados a gatos pretos, sextas-feiras 13, morcegos e coisas do tipo à má sorte. Assim, o nome Gato Preto nasceu como um grito no meio da multidão, uma quebra de paradigmas. Queríamos mostrar aos brasileiros que com o correto direcionamento e visão estratégica de negócio, era possível criar um valvulado de alta qualidade, vendê-lo a preços bastante competitivos e ainda assim ter uma boa margem de lucro (mesmo sendo um ‘gato preto’). E foi exatamente o que ocorreu. Uma de nossas maiores conquistas foi dar um chacoalhão no mercado em geral, de forma a direcionar os preços cobrados para patamares menores, mais próximos da realidade do país. Além disso, quase todo mundo hoje oferece parcelamentos em cartão de crédito sem a cobrança de juros, prática esta que antes do início da GPC quase não existia. Estas pequenas conquistas podem parecer bobagem para quem tem dinheiro sobrando, mas para muitos músicos, artistas e amantes da música, ainda é a única forma de tornar realidade o sonho do valvulado.

Continuando a resposta, o “Classics” veio para deixar claro que queremos resgatar o passado. E isso significa resgatar os valores que muitos já perderam: palavra, honestidade, camaradagem, amizade, elegância. Somos e queremos ser clássicos. Aliamos tecnologia de ponta com valores e atendimento dos anos 40. Somos pequenos, amamos o que fazemos e tentamos dar nossa parcela para transformar o mundo num lugar melhor. “Gato Preto Classics”. Um pouco em bom português, um pouco em inglês. Mesclando culturas, povos, costumes. O mundo é um único lugar e não deve haver espaço para pré-conceitos de qualquer natureza. Afinal, somos todos humanos.

Pedais & Efeitos: Como surgiu a idéia de fabricar amplificadores valvulados? 

Marcos: Embora nós três, sócios da Gato, tenhamos formação e personalidades completamente distintas, temos alguns pontos em comum.6920117568_e114ac9b01_m

1) Compartilhamos a mesma faixa etária (~ 35 anos);
2) Fomos originalmente autodidatas e posteriormente estudamos instrumentos de cordas: guitarra e baixo;
3) Terceiro e mais importante: desde criança fomos expostos a altos níveis de boa música, o que nos fez cair completamente em amor pela arte;

Somos filhos dos baby boomers, somos a geração X. De certa forma isto nos moldou como seres 4816279193_0023015481_zhumanos. Passamos nossa infância entre dois mundos completamente distintos: conceitos fortes, bem definidos e por vezes brutos e burros das pessoas criadas durante os anos 40 e ao mesmo tempo, presenciamos o início da transformação do mundo para a forma como o conhecemos hoje, o que ocorreu entre o fim dos anos 70 e a primeira parte dos 80.

Passamos boa parte de nossas vidas ouvindo rock em discos de vinil e muitas das vezes, em aparelhos valvulados. Nesta época, colocar um vinil para rodar era um acontecimento. Você chamava os amigos para passar um dia inteiro para ouvir musica com calma e conversar horas a fio a respeito dos mínimos detalhes: quem produziu, em qual estúdio o disco foi gravado, quantos meses o disco levou para sair, quais instrumentos foram usados, quantos músicos participaram da parada, qual selo o distribuía, etc. Quando você começa a fazer isso com 8, 9 anos de idade, meu amigo, o negócio entra na sua cabeça e toma conta de você dum jeito que dá medo. As coisas foram incorporadas às nossas mentes naturalmente, por puro prazer que logo se tornou vício.

Hoje, só de ouvir um som consigo imaginar o que está por trás, qual a marca do amp utilizado, qual o modelo da guitarra que o cara está tocando, efeitos misturados, quando a superioridade sonora das válvulas está envolvida na parada e tudo mais. É uma coisa meio no Freestyle, no feeling mesmo. Coisa que décadas de audição de rock com muito cuidado, martelaram forte na minha cabeça.

Falei tudo isso para chegar num ponto: não é você que escolhe a música e sim a música que te escolhe. Na minha adolescência tive banda por muito tempo. Era aquele negócio: fazer rock, se divertir, ir para um monte de festas, sair bêbado por ai. Num determinado momento tive que fazer uma escolha. Viver de música não era uma opção — ao menos não para mim. Foquei na faculdade, o plano B, uma arma que me daria a possibilidade de um trabalho legal e que ‘bancaria’ minhas viagens com gears e de certa forma a inclusão valvulada. O tempo passou, consegui bons empregos e nunca larguei as guitarras. Por outro lado, o sonho de fazer algo relacionado à música nunca me deixou. Muito pelo contrário, ficava cada dia mais forte.

E a vida tem seus caminhos, meu caro. Quem diria que trabalharia por mais de 6 anos com uma amigo que compartilhava exatamente dos mesmos sentimentos e que se tornaria meu sócio?

Bem, eu tinha sons, timbres de guitarras e amps todos na minha cabeça. O Felippe –até então meu amigo no trabalho–, tinha o conhecimento para transformar meus pensamentos abstratos em realidade física, o conhecimento técnico de um engenheiro para construir amplificadores. Isso nos bastou para o início da construção de um business plan simplificado do que viria a ser a Gato Preto Classics. Assim nasceu a RIOT.

Pedais & Efeitos: Ao contrário da maioria dos “Handmakers”, a Gato Preto começou com uma equipe, cada um em sua “expertise” (me corrija se estiver errado!). Como vocês chegaram nesse modelo de trabalho? No que isso ajudou e ajuda a empresa?

Marcos: Pois é. Fomos à contramão do mercado. Antes de nos aventurar no mercado de amplificadores, partimos de três carreiras sólidas e bem sucedidas (sem falsa modéstia vai!) protagonizadas nas maiores empresas do país. A Gato reúne em seus sócios mais de 3 décadas de expertise de mercado em nichos de diferentes conhecimentos. Respiramos música, literatura, engenharia, tecnologia e construção de marcas. Somos românticos que acreditam demasiadamente no poder da educação como forma de empurrar o ser humano para frente. Simplesmente não paramos de estudar. Somos graduados, pós-graduados, MBas. Possuímos vivência prática de anos em algumas das maiores empresas do Brasil e profundos conhecimentos do mundo dos negócios.

Não vivemos da Gato e sim pela Gato. Isso significa que para nós o amor à música e principalmente à nossos clientes –a quem internamente chamamos de filhos– é o mais importante.

Sabemos também o quão chata e burocrática (especialmente no Brasil) uma empresa pode se tornar. E lutamos dia a dia para que isso não aconteça conosco. Crescer sem endurecer é sempre um desafio.

São nestes pontos que uma equipe multifuncional e pensante faz toda a diferença. Podemos ser bons em muitas coisas, no entanto, temos conosco que ninguém é bom em 100% das coisas. Isso nos permite revezar a liderança ao sabor das marés e das intempéries. Às vezes é preciso ter o pensamento cartesiano e direto de um engenheiro. Há situações onde apenas a mente treinada para pensar fora da caixa de um ótimo publicitário pode ajudar. Há ainda o momento de controle, onde é preciso organizar a casa, implantar métricas e medidas para mensurar resultados, cenário onde se faz necessária a visão holística de um executivo. Para o direcionamento estratégico estamos sempre os 3 juntos.

Temos um modelo de negócio extremamente eficiente e enxuto. Partes que não são core, como, por exemplo, marcenaria, são 100% terceirizadas em fornecedores de confiança. Isso faz com que nossos especialistas possam focar no que é realmente importante: a construção do amplificador em si, seu som único e a qualidade do circuito. Nosso atendimento ao cliente é feito apenas através da web e particularmente, faço questão absoluta de tratar diretamente com todos que nos mandam mensagens, mesmo que isto me custe uma boa parcela do dia. Quando alguém manda uma mensagem para a Gato, seja ela qual for e de quem for, a pessoa tem a certeza que está tratando diretamente com o dono da empresa. Não significa não, sim significa sim. E é na hora. Palavra dada é palavra cumprida. Esta é uma das práticas mais eficazes que pude presenciar ao longo de minha carreira. Obviamente não é possível fazer isso numa empresa com milhares de funcionários e clientes, mas é fato que as pessoas querem um atendimento rápido, eficaz e que sane suas dúvidas ou resolvam seus problemas o quanto antes. Eu como consumidor também sou assim. Este sentimento de empatia para com seu público é fundamental para qualquer tipo de empreendedor.

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Por aqui, o que não queremos de forma alguma é ter uma empresa grande, chata, burocrática e principalmente que não cumpra a palavra. Onde precisemos pensar três vezes antes de falar algo. Quer um exemplo? Já perdi a conta de quantas vezes soltamos palavrões nos canais oficiais da empresa. Mandar governo tomar no cu por causa dos altos impostos que nós brasileiros pagamos, é de praxe. Falar que um determinado som é ‘foda para caralho’ também. Falar que “cagamos um grande coco-verde e amarelo para o mercado” não é sensacional?! Não queremos gente enchendo nosso saco, nos dizendo como devemos gerir nosso próprio negócio. Estamos descobrindo o que afinal de contas é a “Gato Preto Classics” tanto quanto vocês. Estamos transformando um sonho em realidade e a princípio isso nos basta. Entregar um amplificador que sinceramente, tem o som mais legal que já ouvi na vida para blues e rock, nos basta. Ver gente do nível do Edu Gomes, Ricardo Vignini, Tostoi Jr., Beto Kobayashi, The Cleaners e Chuck Hipolitho (só para citar alguns) se surpreendendo e usando o Viralata ao vivo e nas gravações oficiais de seus trabalhos, nos enche de orgulho e nos basta. Poder ajudar um ótimo guitarrista que não tem condição de gastar uma fortuna num valvulado de ‘marca’, nos basta. E tudo isso é o que nos move.

Pedais & Efeitos: Fala um pouco do “Viralata”, primeiro lançamento da marca. Em que sonoridade vocês estavam pensando quando iniciaram o projeto?Como está sendo a aceitação?

Marcos: Essa é fácil. O Viralata é nosso primeiro amp, o primeiro amor. O filho mimado da GPC, por assim dizer. É um amp puro, de alma vintage. Traz consigo aquela vibe dos anos 60 e 70, uma época onde não existiam muitos recursos, como por exemplo, loop de efeitos ou vários canais e configurações. Tentamos trazer essa luz a ele. Simplicidade e um som único, timbrando-o na história do rock da época. Seu som é bluesy e classic rock. Zeppelin, Cream, Purple, Stones, Allman Brothers. É o próprio. Crunch e drive na medida, som gordo e pronunciado.

Ele tem 10 watts (que falam alto para caralho) e que agora contam com uma novidade; o alto falante Vintage Golden Tone, fabricado por nosso amigo Augusto Pedrone (veja o release oficial http://www.allameda.com/ws2011/releases.asp?id=521). O gabinete foi construído de forma que os graves possam ser reforçados por uma caixa que pode ter a parte de trás, totalmente fechada (http://www.gatopretoclassics.com/galeria.php?id=viralata). Tem o drive perfeito, aquele de válvula de Power, o som de uma EL-34 fritando. Controlando os knobs de volume e ganho, pode-se conseguir menos ou mais drive e vai regulando a ‘porrada’ de acordo com o gosto. Os controles de equalização (médio, grave e agudo) também ajudam bastante para chegar no “seu” som do Viralata.

4835882770_e1301e2e99_zO conjunto é bastante leve e fácil de carregar por aí. Se for levar só head então é melzinho na chupeta. 

Todo Viralata acompanha conjunto de bags acolchoados de alto padrão (um para o cabeçote, outro para caixa), speaker-cable para conexão entre cabeçote e caixa, manual do proprietário e caixinhas originais das válvulas.

Aceitação… Sentimos um misto de orgulho e vergonha ao tratar deste tema. Indo direto ao ponto: em quase 100 unidades comercializadas, a aceitação é total e o bichano sempre bate recordes, superando a expectativa dos clientes. Conseguimos de alguma forma transferir todo este carinho e cuidado que temos na criação de cada amplificador para as pessoas. Recebemos diariamente emails dizendo que o amp simplesmente mexeu para melhor na forma com que se relacionam ao instrumento e à música em geral. Ao que parece há alguma mágica dentro do circuito do Vira que faz as pessoas se apaixonarem por este pequeno gigante. Nós chamamos de amor, há quem chame de qualidade ou ainda, profissionalismo.

Pedais e Efeitos: Quanto tempo levaram no desenvolvimento do Viralata?

Marcos: Entre idéia do amp, pesquisa e prototipagem, pouco mais de 6 meses de diversão pura e insana. Apenas a titulo de curiosidade, o Viralata tinha originalmente uma entrada derivada para válvula de power. O guitarrista podia escolher entre o uso de um EL-84 ou de um 6V6. No fim a idéia não se mostrou viável (não queríamos pessoas metendo a mão no soquete e alterando válvulas a torto e direito) e resolvemos alterar o projeto para a EL-34 atual. Esta foi a melhor coisa que nos aconteceu e fez TODA a diferença no som do amp. Quem quiser dar uma olhada, no www.youtube.com/GatoPretoClassics ainda há um video caseiro com este primeiro protótipo.

Pedais & Efeitos: Vocês estipularam um número fixo de unidades do “Viralata” a serem vendidas. Qual o motivo dessa decisão?

Marcos: Esta é uma decisão cabalística e não temos nada a ver com isto. =)

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Pedais e Efeitos: Um dos grandes problemas do mercado nacional de amplificadores valvulados de boutique costuma ser o prazo de entrega. Prazos de entrega gigantes, listas de espera intermináveis, clientes ansiosos e irritados… Como vocês da Gato Preto tratam isso? Qual a capacidade produtiva de vocês e o prazo de entrega de um Viralata?

Marcos: Na Gato sempre buscamos trabalhar com estoque o mais próximo possível da realidade e produção just-in-time. Um dos conceitos mais fodas que os japoneses da Toyota ensinaram ao mundo. É quase sob demanda, mas quando você vai comprar, o produto já está lá. Para isso é preciso manter toda a cadeia produtiva próxima do seu negócio e principalmente, cumprindo prazos. O controle do forecast no detalhe é também primordial para que esta estratégia funcione corretamente. –Para executivos e empreendedores que se interessem pelo assunto, recomendo a leitura do ótimo “The Toyota Way”).

Normalmente temos nossos amps a pronta entrega e tão logo o cliente tenha pago, já preparamos o envio do bichano. O prazo para que um cliente receba-o na porta de sua casa varia de 3 a 10 dias úteis em 100% do território nacional.

Porém (e sempre há um porém) , devido ao crescente volume de vendas dos últimos meses e por estarmos operando com nossa capacidade produtiva no limite, suspendemos temporariamente as vendas diretas pelo site. Hoje, se você quiser comprar um Viralata deverá esperar em média 3 semanas pelo amp. Para organizar a coisa, criamos uma lista de espera cronológica. O grande diferencial é que não aceitamos qualquer pagamento adiantado. Zero. Nada. Quando o amplificador está pronto para ser enviado, o cliente que entrou na fila recebe uma mensagem perguntando se ainda tem interesse na aquisição. Se o interesse continuar –em quase 100% dos casos continua–, efetivamos a venda, recebemos o dinheiro, geramos a nota fiscal e enviamos o amp.

Simples, honesto, fácil e funcional. =)

 

Pedais & Efeitos: Quais os próximos projetos da marca?

Marcos: Neste momento temos dois projetos em prototipagem: em parceria com a Pedrone Amps estamos desenvolvendo um amp de 5 watts, extremamente simples, mas com uma mágica que fará as pessoas chorarem (saberão os detalhes no momento oportuno) e outro mais forte, 30 watts e com o clean mais soberbo que já passou por este universo (não, nada dessa baboseira de ‘clean de fender’. hehehe). São amps totalmente distintos entre si, com propostas bem definidas.

Pedais & Efeitos: Agora o espaço é teu. Deixe um recado para os leitores do site (que pode ser um recado, um apelo, uma propaganda, uma promoção, você quem sabe)

Marcos: Queremos dizer algo que não cansamos de repetir. Só estamos aqui por nossos clientes e amigos. Sem vocês não somos nada. A Gato Preto Classics é a insurreição dos caras que realmente amam a música neste país para um novo modelo de fazer negócios. Mais verde, mais direto, com menos gente no nosso caminho, com menos burocracia, com mais camaradagem e honestidade. Devemos tudo o que somos e seremos à vocês.

MUITO OBRIGADO!

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6 Comentários

  1. […] a turma da Gato Preto Classics a 5 anos atrás. E não havíamos entrevistado nenhum fabricante uma segunda vez. Os motivos que nos levaram a […]

  2. […] & Efeitos: Já entrevistamos a moçada da Gato Preto Classics e sabemos que você possui um “Viralata”. Como ele […]

  3. Rodrigo disse:

    A Matéria faz juz ao produto… Perfeição!

    Nós da banda The Cleaners, temos o orgulho de conhecer e usar essa maravilhoso amplificador, feito por incríveis profissionais que amam o que fazem.

    O Resultado disso tudo é ainda tão belo quanto o que podem ler nessa matéria e querem uma dica…

    Comprem um GP Classics com a maior confiança do mundo, pois, eles realmente sabem o que fazem!

    Rodrigo/ vocalista e guitarrista da banda The Cleaners!

  4. Juliana Gaia disse:

    Excelente reportagem!!!Perguntas objetivas e esclarecedoras, conheci a GPclassics há alguns meses e ouvindo o som pelos vídeos e sentindo sinceridade nas palavras sempre declaradas desses caras (via Twitter) gosto e muito e está em meu projeto comprar um no começo do ano que vem pelos meus objetivos e situação financeira (vida de músico no Brasil realmente não é fácil). Parabéns ao site e a GPclassics!

  5. Guto Vighi disse:

    Parabens pela reportagem, bem legal !

  6. Jean disse:

    Muito bom! Gostei muito da matéria, ainda mais que no momento estou procurando por um valvulado pequeno com qualidade para aproveitar sua portabilidade. []’s Jean.

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