Review: Erupter Earthquaker Devices

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Review: Erupter Earthquaker Devices

Acabamento/Construção/Embalagem

A Earthquaker Devices possui um acabamento bem característico e de ótima qualidade nos seus pedais e isso já é bastante conhecido. O Erupter mantém o ótimo padrão da empresa. O bacana é que a arte interage com o pedal, já que o único knob fica localizado bem na “erupção” do vulcão, o que causa um efeito bem interessante. A pintura é muito bem executada e as cores escolhidas dão ao pedal uma fácil identificação.

A Construção é bem robusta, com uma placa muito bem montada e com ótimos componentes. Os controles de in e out, assim como a entrada para fonte de alimentacão ficam na parte “superior”do pedal. O Erupter pode ser alimentado por fonte (centro negativo, padrão Boss) ou bateria (oque é uma raridade em se tratando da Earthquaker). O Foot shwitch utilizado é do tipo “soft” (relay eletrônico) e é true-bypass. O pedal possui apenas um controle de Bias, mas internamente possui três trimpots onde podem ser feitos ajustes finos na sonoridade do pedal (dois para o bias e um para o volume).

A Embalagem do fabricante é personalizada (e bem bonita), o que ajuda na fácil identificação dos produtos. Acompanham manual, catálogo e adesivo e o pedal vem acondicionado numa bolsinha de pano. Dá gosto de ver o cuidado que a Earthquaker tem com os seus produtos!

 

Timbres

Em época de pedais mega complexos e repleto de recursos, chaves, knobs e etc, é quase um alívio conferir um pedal como o Erupter. E apesar de possuir apenas 1 knob, as possibilidades desse pedal são bem interessantes e porque não dizer, variadas.

O único knob é um controle de bias, que define a quantidade de tensão que vai para o circuito. A quantidade de ganho é praticamente a mesma durante todo o cursor do knob e o pedal tem bastante volume, ou seja, você terá que explorar bastante o (esquecido) controle de volume da sua guitarra e acredite, vai valer a pena.

O que me impressionou nesse pedal foi as variações que se consegue ele explorando o controle bias e de como ele trabalhou bem com diferentes guitarras. Outro detalhe interessante é que o Erupter não possui problemas de impedância com Wah’s ou outros pedais, podendo ficar em qualquer lugar da cadeia de sinal que você julgar apropriado.

Mas e os sons? O Erupter consegue entregar sonoridades clássicas, que vão proporcionar um sorriso nos amantes de fuzz. Os timbres oferecidos variam bem de acordo com a posição do controle de bias. Quando ele está voltado para o lado esquerdo, o timbre possui aquela sonoridade gated, com graves esponjosos e aquela caraterística do timbre se degradando. À medida que você avança o controle, as sonoridades vão ficando mais definidas e é possível até tocar alguns acordes mais complexos antes do controle chegar ao meio-dia, que, segundo o fabricante seria a “configuração perfeita”. O detalhe interessante é que essa posição possui um pequeno clique que é perceptível ao girar o knob. É quase como um aviso: “Ao ultrapassar, você estará por sua conta e risco”.

Mas antes de ultrapassarmos a marca, vamos nos reter à posição recomendada como ideal do controle de bias  pelo fabricante.Nessa posição o pedal oferece um excelente equilíbrio harmônico, onde se destacam os médios do pedal. Passando dessa posição, as sonoridades ficam bem mais explosivas, mas um pouco menos atraentes. Parte da dinâmica se perde deivedo ao aumento do volume e do ganho.

Se você gosta de Fuzz, vale a pena conhecer o Erupter. É um fuzz que oferece ótimas sonoridades e quando utilizado em conjunto com os controles do instrumento se mostra surpreendentemente versátil. Ótima sacada da Earthquaker Devices!

Facilidade de Usar/Achar bons timbres

Esse é provavelmente o pedal mais simples de se usar que já analisamos por aqui. O controle de bias do Erupter é bem simples e o segredo do pedal é a interação entre ele e o controle de volume do seu instrumento.

Regulagem Favorita

Bias: 11:00h.

 

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