Review: PageBender Deep Trip Pedals

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Review: PageBender Deep Trip Pedals

 

Acabamento/Construção/Embalagem

A Deep Trip já é uma empresa extremamente consolidada no mercado e parte do sucesso da empresa também se deve ao visual diferenciado dos seus pedais. Toda a linha já possui um padrão definido com o mesmo formato de caixa e o estilosíssimo led sempre presente em todos os modelos. O PageBender é pintado na cor preta com as inscrições na cor bege, oferecendo um ótimo contraste e facilitando bastante a visualização do nome de cada controle. A escolha dos knobs na cor vermelha também ajudam o pedal a se destacar no pedalboard.

A construção dos pedais da Deep Trip possuem um ótimo padrão de qualidade e não seria diferente com o PageBender. A placa é muito bem construída e montada, com bons componentes e tudo muito bem organizado. Os jacks para entrada e saída de áudio ficam na frente do pedal (ou atrás, dependendo do ponto de vista) assim como a entrada para fonte de alimentação. O pedal pode ser alimentado por fonte padrão (9v, centro negativo) ou bateria.

A embalagem é personalizada e já tem a “cara” da marca. Ela possui identificação do modelo e fabricante por todos os lados e é bem resistente. Acompanham o pedal, Guia de Viagem (manual) que é muito bem escrito e informa e esclarece características do pedal, adesivo, palheta e bóton. Dá pra dizer que a Deep Trip estabeleceu um padrão alto para o mercado nacional inspirando até outros fabricantes a melhorarem sua apresentação de produto.

Timbres

O PageBender foi inspirado nas sonoridades clássicas do lendário Jimmy Page (como o nome do pedal já deixa a entender) e baseado no icônico Tonebender MKII. Vale lembrar que a Deep Trip já possui outros pedais baseados em Tonebenders (Hellbender e Kryptone) mas cada um com uma voz bem própria e característica com o mesmo valendo para o PageBender (se você quer conferir comparativos entre eles, é só clicar aqui). Mas a idéia era oferecer um pedal que mantivesse as características clássicas, mas com bem mais versatilidade. E dá pra dizer que o objetivo foi alcançado com absoluto sucesso, pois estamos falando de um pedal de fuzz extremamente versátil.

Ao ligar o PageBender , o que de cara chama a atenção é a maneira como os médios do pedal se destacam e são utilíssimos na hora de evidenciar o timbre da guitarra dentro de um contexto de banda. E isso de maneira muito musical! Como nos outros pedais da empresa, os controles de equalização são bastante atuantes e oferecem uma quantidade enorme possibilidades e variações. Esses controles ajudam muito a adequar o timbre do pedal a diferentes guitarras e amplificadores, tornado esse um dos fuzzes mais versáteis que eu já testei. A facilidade de adequação para diferentes situações torna o PageBender uma ferramenta utilíssima para se ter no pedalboard. Os controles de lows e highs tem um ótimo alcance e junto aos médios peculiares do pedal vão influenciar a característica da sonoridade desejada. Você pode optar por timbres bem abertos para dar mais brilho aos seus humbuckers ou sonoridades mais fechadas, para um equlíbrio com single-coils.

Outra característica bem impressionante no PageBender é o quanto ele é dinâmico. Ele é um pedal que possui bastante ganho (afinal se trata de um fuzz, certo?) mas pode cumprir tranquilamente outras funções no pedalboard. Ele pode trabalhar como um overdrive lembrando a saturação de um amplificador valvulado, com bastante articulação e clareza. Também pode trabalhar como uma distorção mais tradicional. Isso tudo pode ser regulado através dos controles de ganho e bias que também oferecem uma gama de timbres muito vasta. Você pode partir de um overdrive para um fuzz bem rasgado, bem “gated” sem grandes dificuldades. Em termos de versatilidade ele me lembrou bastante o BOG, que também pode ser utilizado de diferentes maneiras. Obviamente, cada um com a sua sonoridade particular. Em configurações com baixo ganho e o bias na posição próxima ao meio-dia ele produz uma sonoridade de overdrive bem convincente, com um “sabor” diferentes do que se encontra em pedais de drive, o que é sempre muito interessante de se ter como ferramenta. E você ainda pode utilizar o recurso do volume do instrumento, que vai ajudar a “limpar” e reduzir o ganho do pedal.

Não é a toa que o Pagebender é um sucesso de vendas da Deep Trip. Não é fácil encontrar um pedal de fuzz que ofereça tantas (ótimas) possibilidades de utilização. É um pedal que pode ser utilizado para diferentes sons, em diferentes contextos sempre com um resultado muito acima da média. É preciso se esforçar muito para tentar tirar um som ruim desse pedal. Quer você seja um amante dos timbres vintage do Sir Jimmy Page, quer esteja em busca de um ótimo fuzz, não poderia recomendar mais o PageBender.

Facilidade de Usar/Achar bons timbres

Apesar da quantidade de knobs (incomum em pedais de fuzz que normalmente tem poucos knobs) o Pagebender é relativamente simples de se usar. A seção de equalização do pedal proporciona um range grande de sons como também os controles de ganho e bias que fazem com que o pedal possa ser utilizado em diferentes funções. É um pedal em que é muito válido investir um tempo para testar e entender o que cada controle pode fazer pelo seu timbre e extrair o que ele pode oferecer de melhor.

Regulagem Favorita

Vol: 12:00h

Bias: 10:00h

Fuzz: 3:00h

Highs: 12:00h

Lows: 11:00h

 

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