Review: David Overstortion Dophix

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Review: David Overstortion Dophix

 

Acabamento/Construção/Embalagem

A Dophix é um fabricante italiano que tem um acabamento bem característico na sua linha de pedais. A caixa do David é “crua”, sem nenhum tipo de pintura. Toda a arte e inscrições no pedal são gravadas na caixa, de maneira muito sutil, sem deixar nenhum tipo de rebarba. O resultado final é bem interessante. A escolha dos knobs também é bem curiosa, já que eles são menores que os utilizados normalmente por outros fabricantes. No início estranhei um pouco mas com o tempo você se acostuma. Um detalhe legal é o led que o fabricante instalou na parte de baixo do pedal. Uma placa de acrílico com uma luz vermelha que conferiu um visual bem legal  ao pedal mesmo quando ele está desligado (porém com a fonte ligada).

A construção do pedal é bem robusta. A placa é muito bem montada e organizada com bons componentes sendo utilizados. Os jacks para entrada e saída de áudio ficam nas laterais do pedal e a entrada para fonte de alimentação fica na “frente” do pedal. O pedal pode ser alimentado por fonte 9v (centro negativo, padrão Boss) ou bateria.

A embalagem do fabricante é simples mas bem bonita. A caixa é na cor preta, envernizada com a logo do fabricante, informações sobre redes sociais do mesmo e uma pequena identificação sobre o modelo.O pedal vem muito bem protegido, já que as paredes da embalagem na parte interna são cobertas com uma espuma de boa densidade, formando um “berço” para o pedal. Acompanham o pedal, palheta e adesivo, mas senti falta de um manual, por mais simples que o pedal seja. Serve para situar o músico sobre o que ele pode esperar do pedal e outras informações que podem ser úteis à mão.

 

Timbres

A descrição de Overstortion é muito bem aplicada ao David. Esse é um dos pedais com o maior range em termos de saturação que eu já testei, e isso possibilita ao músico utilizá-lo de diversas maneiras. Ter um pedal dessa categoria no setup pode oferecer uma interessante versatilidade ao músico, já que ele pode cumprir diferentes funções e ser utilizado de diferentes maneiras dentro do pedalboard. E ele vai entregar resultados bem eficientes em todas elas.

A primeira função em que testei o David foi como overdrive de primeiro estágio. Ele entregou resultados bem honestos e trabalhou bem tanto sozinho como somado com outros pedais de saturação. Ele fornece um bonito crunch, ótimo para dar um up no timbre geral, destacando a guitarra. Dá para usar em acordes abertos e ouvir todas as notas aparecendo bem. Utilizei bastante dessa maneira em conjunto com modulações e/ou ambiências e o resultado sempre foi muito legal. Com um leve toque no knob Gas, já entramos em um território de overdrive de segundo estágio, com mais ganho e sustain. Essa foi a minha maneira preferida de utilizá-lo, entregando sonoridades bem legais tanto para bases mais pesadas como para solos. E quando empurrado por outro drive o David entrou facilmente no território da distorção. O que é legal é que o timbre mantém uma “transparência” nesses dois estágios de overdrive, o que é bem legal.

E a escala de ganho segue aumentando, levando o David ao território da distorção, com ainda mais ganho e sustain envolvidos. E aqui ainda temos dois níveis de ganho envolvidos, com duas possibilidades. Temos uma distorção de médio ganho, com graves encorpados com com ainda uma boa definição de notas e um nível com uma massa sonora de ganho. Eu, particularmente não gostei muito quando o pedal fica com ganho demais. Se perde muito da definição, com as notas embolando um pouco e os graves ficando “frouxos” demais. Especialmente com humbuckers. Mas não é o tipo de timbre que não tenha utilidade, só que para mim, não funcionou. Mas com o ganho até a posição de “uma hora”, o pedal oferece uma distorção macia e poderosa. O pedal tem bastante volume. Muito mesmo. E por isso ele também pode trabalhar como booster, empurrando outro overdrive ou o seu amplificador valvulado, mas utilizando pouca quantidade de ganho.

Apesar da versatilidade de ganho oferecida pelo David, o controle de tone é um pouco limitado, especialmente na parte grave. Talvez tenha sido uma solução encontrada pelo fabricante para evitar timbres “desnecessários”, já que o pedal já oferece um nível satisfatório de graves em quase todo o curso do controle de tone, mas se oferecesse um range mais amplo,as possibilidades poderiam ser ainda maiores (ou não! Vai saber…). Mas isso não desabona em nada o pedal, que é bem competente no que se propõe e pode se tornar uma peça chave dentro de qualquer pedalboard pela sua versatilidade. E não importa o tipo de guitarra que você utilizar, o David estará lá para entregar um timbre poderoso!

Facilidade de Usar/Achar bons timbres

A utilização do David é super simples. Três controles e basta definir que função ele vai exercer dentro do seu pedalbaord de acordo com o nível de ganho e sair tocando. Vai ser legal explorá-lo em conjunto com outros pedais de saturação como overdrives e fuzzes e ver que tipo de timbres e texturas você vai conseguir. Apesar de simples, ele oferece muitas possibilidades que merecem ser exploradas para que você extraia o melhor dele.

Regulagem Favorita

Gas: 09:00h

Tone: 12:00h

Volume: 09:00h

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