Review: El Rey Dorado Keeley Electronics

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Review: El Rey Dorado Keeley Electronics

 

Acabamento/Construção/Embalagem

A Keeley Electronics é hoje uma das principais empresas do segmento de pedais e eu não poderia esperar um acabamento que não fosse excelente, o que realmente o El Rey Dorado entrega. O visual é bem marcante e a cor dourada do pedal, bastante chamativa. A arte é bem peculiar, com uma espécie de máscara com o nome na parte superior. Achei as inscrições dos controles um pouco complicadas de se visualizar, mas como são apenas três, nada que prejudique.

A construção do pedal segue o “padrão Keeley de qualidade”, com uma placa muito bem montada e soldada, com bons componentes. Os jacks de entrada e saída de áudio ficam nas laterais do pedal e a entrada para fonte de alimentação fica na frente do pedal. O El Rey Dorado pode ser alimentado por fonte padrão (centro negativo, 9v) ou bateria.

As embalagens da Keeley são padronizadas, com artes únicas para todos os pedais. A caixa de papelão é impressa com uma arte e a logo do fabricante por todos os lados. Ficou simples, mas bem legal. Na parte de cima consta um adesivo identificando qual o pedal que está na embalagem. Dentro, acompanham um manual (super simples, mas que explica bem as funcionalidades do pedal), um adesivo e pezinhos de silicone caso o músico queira colocar no pedal.

Timbres

O El Rey Dorado é baseado no timbre de um Plexi JTM 45/100 reedição do próprio Robert Keeley. Possui três controles e um switch que oferece dois modos de ganho ao pedal. E quando eu achava que já tinha testado “Marshall in a Box” de todos os tipos, eis que fui surpreendido por essa caixinha. Não é que esse pedal tente reinventar a roda, mas ele possui certas características próprias bem distintas de outros pedais com o mesmo “DNA”.

O timbre do pedal é muito mais áspero e cru do que eu encontro na maioria dos pedais de mesmo gênero que o El Rey Dorado. O pedal tem um brilho constante que no começo incomoda um pouco, já que como mencionei anteriormente, o meu referencial era outro. Devo admitir que briguei bastante com o pedal, tentando entender a proposta sonora dele e achar o meu timbre. E não esperava essa “dificuldade” de um distortion com apenas 4 controles. Mas toda essa experiência valeu a pena pois o El Rey Dorado entrega timbres bacanas, especialmente com Humbuckers. E isso não quer dizer que ele não funcione com singles. Longe disso. Mas lidar com essa característica mais áspera dele foi mais fácil com minha Les Paul. E os timbres que ele entregou foram gigantes. E ele oferece uma tonelada de ganho!

Com o controle de ganho no mínimo o pedal já está pronto para um rock setentista. Passando disso, já é um distortion poderoso, mesmo sem uma grande variação no controle de ganho. Inclusive o switch Lo-Hi que, teoricamente, seria para definir dois canais com diferentes níveis de saturação , acaba mais por definir diferentes níveis de volume/compressão/médios do que propriamente ganho. E a escolha do modo vai influenciar diretamente na atuação do controle de tonalidade. Não que ele vá mudar radicalmente sua característica áspera, mas o acréscimo de médios no modo Hi foi muito bem vindo e me ajudou a timbrar melhor o pedal inicialmente.

O que eu mais gostei no El Rey Dorado foi dele ter me tirado da minha zona de conforto. Já testei dezenas de “Marshalls in a Box” e achei que não poderia mais ser surpreendido com esse tipo de circuito. E como diria Rogerinho do Ingá: “Achou errado, Otário!”. Demorei para me acertar com o pedal e me senti desafiado a explorar tudo o que ele podia oferecer para entendê-lo e extrair o que ele poderia dar de melhor. Foi um processo de amadurecimento e aos poucos ele foi me conquistando. É um pedal bem interessante, com um timbre matador e uma dose desafio.

Facilidade de Usar/Achar bons timbres

Como eu apontei na seção anterior, o maior desafio do El Rey Dorado está no entendimento do seu controle de tonalidade. Não é nada absurdo, mas como eu estava acostumado com um outro tipo de sonoridade, mais “redonda”, tive que investir um tempo trabalhando com esse controle e minhas guitarras. Mas eu afirmo que é praticamente impossível não encontrar um ótimo som nesse pedal. Mesmo que demore um pouco, como foi no meu caso.

Regulagem Favorita

Volume: 12:00

Tone: 11:00h

Gain: 11:00h

Mode: Hi

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