Review: Kangra Filter Fuzz Walrus Audio

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Review: Kangra Filter Fuzz Walrus Audio

 

Acabamento/Construção/Embalagem

O Kangra é mais um exemplo de como a Walrus Audio manda bem no visual dos seus pedais. O pedal tem uma arte muito bonita, com cores vivas que chamam a atenção. Provavelmente é um dos pedais mais bonitos na linha do fabricante. O acabamento é impecável com a pintura muito bem executada. As inscrições dos controles sem a arte são um pouco mais visíveis do que os da parte de baixo, mas nada que comprometa o resultado final. Um detalhe que eu gosto demais nos pedais da Walrus são os knobs! Coisa finíssima!

A construção segue o mesmo padrão de (ótima) qualidade. A placa é muito bem montada, com bons componentes e sem excessos de solda ou fios. Os jacks para entrada e saída de áudio ficam na “frente” do pedal, assim como a entrada para a fonte de alimentação. O pedal não possui opção de alimentação por bateria, devendo ser alimentado por fonte padrão (centro negativo) 9v. O Kangra ainda possui uma entrada lateral para utilização com um pedal de expressão, que fai controlar o filtro. Ele possui dois footswitches, um acionando o Filtro e outro acionando o Fuzz. Eles são bem próximos e é preciso ficar atento na pisada para não acionar o efeito errado.

A embalagem é muito bonita e é padronizada pela empresa para todos os seus produtos. A caixa é preta com a logo do fabricante verde na parte superior, e  com a indicção do modelo fica em uma das laterais do pedal. Dentro, o pedal vem embalado num saquinho de tecido branco com a logo do fabricante. Ainda acompanha adesivo, palheta, um manual simples mas muito bem ilustrado e um card com a palavra do Jared Scharff explicando os motivos e o processo de desenvolvimento do pedal. É uma leitura até interessante.

Timbres

Um pedal com filtro e fuzz, que foi desenvolvido sob a necessidade de um guitarrista que resultou num produto bem interessante. Se fosse para resumir o Kangra, acho que utilizaria essas palavras. Colocar filtro e fuzz num único pedal não é exatamente uma novidade, mas são efeitos que se complementam muito bem. Você pode usar o filtro para moldar a sonoridade do fuzz, criando uma textura bem diferente do que ele proporciona, ou utilizar o filtro como um Envelope, que em combinação com um pedal de expressão externo se transforma praticamente num Wah.

O Fuzz é um octave fuzz baseado no Kay Fuzz Tone, um pedal japonês da década de 60. A pouca variedade de controles me chamou a atenção, já que as possibilidades de ajuste são bem pequenas. Mas como se trata de um Octave Fuzz, normalmente é um circuito com menos opções de configurações e ajustes. São apenas dois controles que irão trabalhar a quantidade de médios e a quantidade de sustain. Mas com esses dois controles dá pra fazer um monte de coisas! O switch de médios ajuda bastante a destacar a guitarra da mix, e quando você associa isso a um octave fuzz o resultado é bem divertido. A oitava do fuzz começa a ficar pronunciada a partir da décima casa do braço da guitarra e em algumas situações e configurações, pode ser aproximar de uma sonoridade de ring modulator. Eu, particularmente gostaria de mais controles no Fuzz. Precisa? Não. O timbre é super redondo. Mas eu fico me imaginando com mais possibilidades para explorar.

O Filtro é bem interessante porque pode ser utilizado de diferentes formas. Você pode utilizar o filtro como tone shaper, moldando o timbre limpo do seu instrumento, ou criando texturas bem diferentes quando o fuzz estiver acionado. O Controle de freq tem uma faixa de sonoridade bem grande indo do timbre bem fechado ao bem aberto e você pode explorar todo esse alcance para moldar o fuzz ou um outro pedal no seu pedalboard. Pode usar o filter como um Auto-Wah, também regulando a faixa e a intensidade em que ele vai trabalhar. Funcionou muito bem tanto sozinho como combinado com o fuzz. E acionando a chave envelope e utilizando o pedal de expressão você tem praticamente um pedal de wah aos seus pés. Utilizar o filtro com o fuzz criou muitas texturas e possibilidades e na posição envelope você ainda pode deixar a sonoridade fixa num ponto, deixando a sonoridade mais anasalada ou cortante.

O Kangra é um pedal divertidíssimo e se mostrou mais versátil do que eu imaginava que seria. Os poucos controles do fuzz de início me desanimaram um pouco mas depois de um tempo, e com o auxílio do filtro, tudo o que você precisa já está no pedal. Dá para usar  os efeitos individualmente mas o grande charme está na combinação do filtro com o fuzz. Não acho que seja um pedal para todo mundo, já que octave fuzz é uma sonoridade mais específica e a combinação com o filtro cria possibilidades que fogem do “tradicional”. Mas para quem gosta de explorar e criar, o Kangra vai se tornar uma ferramenta muito divertida!

Facilidade de Usar/Achar bons timbres

O Kangra é simples de usar e um pouco mais complicado para achar os timbres ideais, mas o processo de busca é bem divertido. Eu demorei um pouco a encontrar a combinação ideal de filtro e fuzz e depois com a adição do pedal de expressão… São muitas possibilidades de ajustes e timbres para explorar e é uma parte essesncial para explorar o que o pedal tem de melhor.

 

Regulagem Favorita

Sens: 3:00h

Res: 3:00h

Vol: 1:00h

Freq: 1:00h 

Env: Off

Mid: Off

M/V: V

 

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