Review: Millie Fuzz mkII 6 Degrees FX

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Review: Millie Fuzz mkII 6 Degrees FX

 

Acabamento/Construção/Embalagem

A 6 Degrees FX é uma empresa canadense que assim que apareceu no mercado chamou a atenção de todos pelo cuidado com o produto e isso passa pelo acabamento dos seus pedais. A primeira versão dos pedais era mais simples, com um visual mais clean. As novas versões são todas adesivadas, o que dá uma aparência bem interessante aos pedais. No caso do Millie Fuzz, o visual militar do pedal dá a impressão de você estar operando um equipamento de um exército em plena segunda guerra mundial. É bem legal. A pintura do pedal é muito bem feita e todos os adesivos são muito bem aplicados. Os knobs cromados são lindísismos e só acrescentam ao visual do pedal. As indicações dos controles também estão bem visíveis o que facilita a operação do pedal.

A construção da placa do pedal é uma das mais impressionantes do mercado. É muito bem montada com uma construção ponto a ponto de dar gosto e com ótimos componentes. Impressiona logo de cara. Me incomodaram um pouco o excesso de cola em algumas partes mas nada que comprometa o resultado geral. Os jacks de entrada e saída de aúdio ficam na frente do pedal, e a entrada para fonte de alimentação no lado esquerdo. Pode ser alimentado por fonte (9v padrão Boss) ou bateria.

A embalagem não faz jus a toda excelência na construção do pedal mas não compromete a experiência do consumidos com o produto. Apesar de sua simplicidade tudo é feito de maneira competente. Acompanham o pedal um adesivo, um simples e bonito manual e um certificado de garantia. O saldo é mais do que positivo nesse quesito.

 

Timbres

O Millie Fuzz é um híbrido de Fuzz Face e Big Muff. Ou pode ser, já que existe uma chave que define o dna sonoro do pedal (essa chave externa está presente na segunda versão do pedal, que é a que estamos analisando), ou seja, sonoridades clássicas não vão faltar. A sonoridade de fuzz é aquela já bastante conhecida, que proporciona um timbre rasgado e com bastante versatilidade. No “modo” fuzz face, o timbre possui menos ganho, limpando muito bem em atuação com o controle de volume da guitarra. Mesmo em configurações máximas do controle de ganho, o pedal não soa descontrolado. Ele adiciona bastante sustain e uma timbre um pouco mais fechado. No modo normal você pode extrair timbres clássicos de fuzz ou ao reduzir o controle de ganho, alguns timbres bem interessantes de overdrive.

Quando a chave burn é acionada, entra em ação um estágio de ganho do Big Muff, que é suficiente para mudar a característica sonora do pedal. A primeira característica percebida é o “corpo” que é adicionado à sonoridade. Uma boa quantidade de graves oferece uma nova perspectiva sonoridade, sem descaracterizar por completo o timbre do fuzz face. Para isso o fabricante adicionou um circuito de clipagem de germânio especial, para que os timbres ficassem equilibrados em todas as situações. O Millie Fuzz se torna bastante versátil pelas características citadas acima. Funcionou bem em diferentes guitarras e com outros pedais. Tanto para passagens sujas de ganho moderado como para solos repletos de sustain (com a chave burn acionada) ele não decepcionou. Ele pode cobrir uma enorme gama de necessidades de maneira extremamente competente. Uma pena que a chave burn não possa ser acionada durante uma música (se abaixar para acionar a chave não das coisas mais práticas a se fazer). Se houvesse um segundo footswitch, aí sim o pedal seria imbatível, já que não seria necessário escolher entre as duas posições, bastando acioná-las quando necessário. O engraçado é que na primeira versão esse pedal tinha dois footswitches. Não dá para entender essa mudança.

Em termos de sonoridade, o Millie Fuzz não propõe nada de novo. Mas a idéia de unir a sonoridade do Fuzz Face com um estágio de ganho do Big Muff foi brilhante. O resultado sonoro é um deleite para quem gosta de fuzz. Ah! E um conselho: Toque alto. Quanto mais alto, melhor o pedal vai soar!

Facilidade de Usar/Achar bons timbres

Não há segredos na operação do Millie Fuzz. São três controles tradicionais (Volume, ganho e tonalidade) e a chave Burn, que vai oferecer o timbre do fuzz face ou a soma do fuzz face com um estágio de ganho do Big Muff. Aí vai do gosto do freguês e das guitarras/amps utilizados. O importante ´que o pedal comigo soou bem em praticamente tudo com que foi testado.

 

Regulagem Favorita

Volume: 12:00h

Tone: 12:00h

Ganho: 13:00h

Burn: On

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