Review: Particle v.2 Red Panda

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Review: Particle v.2 Red Panda

 

Acabamento/Construção/Embalagem

O Particle é o primeiro pedal da Red Panda que analisamos e apresenta um ótimo acabamento. A arte é simples, com destaque para o nome do pedal e a marca do fabricante, mas também possui diversas inscrições por conta dos vários controles que o pedal possui e suas respectivas funções. E como o pedal tem um tamanho bem compacto (um pouco mais largo e alto que um Boss) o visual acaba ficando um pouco poluído. Mas mesmo nesse contexto, todas as inscirções/funções estão bem visíveis e são relativamente fáceis de se identificar.

A construção do pedal é bem robusta e muito bem montada com ótimos componentes. Aliás, é impressionante a quantidade de componentes e sons desse pedal para um tamanho tão compacto. Todos os jacks ficam na parte da frente do pedal. Lá estão os jacks para entrada e saída de áudio, o jack para utilização de um pedal de expressão e a entrada para fonte de alimentação. O pedal é alimentado por fonte padrão (centro negativo, 9V) e consome 250 mA. Então é preciso ficar atento sobre a capacidade da fonte e da saída que você vai utilizar para que o pedal funcione perfeitamente.

As embalagens do fabricante são feitas com um papelão bem firme com as indicações e artes impressas na caixa. Dentro dela, além do pedal obviamente acompanham um adesivo e um manual. O manual é chamado de “Quick Start” e contém todas as informações principais para que você possa aprende a manusear o Particle v.2. E apesar da quantidade de recursos do pedal e do tamanho (do manual) ser surpreendentemente compacto, achei um guia suficiente para aprender a mexer no pedal com certa tranquilidade. Pra mim foi uma aula de como se montar e escrever um manual com informações concisas e relevantes ao usuário.

Timbres

Já começo dizendo que o Particle v.2 é um dos pedais de delays mais interessantes (e peculiares) que já passaram pelas mãos desse que vos escreve. Se trata de um delay granular com diversas possibilidades de manipulação do timbre. Se você não conhece o conceito de delay granular, ele divide o áudio de entrada em pequenos pedaços (ou partículas). Esses pedaços são submetidos, independentemente uns dos outros, a manipulação digital de tempo, tone, manipulação de fase, repetição reversa… E qualquer desses parâmetros ainda pode ser modulado. Daí você pode imaginar a quantidade de possibilidades que esse pedal pode oferecer.

O coração do pedal é o knob com os 8 tipos de modo disponibilizados pelo pedal. E de acordo com o modo selecionado o knob Param vai variar de função. O primeiro modo é o Dens e é de longe o mais comum disponibilizado pelo Particle. Nesse modo você consegue extrair sonoridades mais simples de delay digital, mas se quiser “bagunçar” um pouco as coisas, basta alterar a configuração do knob param e ver as coisas fugirem um pouco de controle. O modo LFO oferece um aumento e diminuição de volume nas repetições (algo parecido com um Tremolo), o modo Reverse faz a inversão de algumas repetições aleatoriamente (é bem divertido…), o modo Pitch desafina as repetições aleatoriamente e o modo RND (Ramdom) embaralha os tempos da repetição também de maneira aleatória.Os modos de afinação manipulam a afinação, modulação LFO e densidade de grãos. O controle Chop define o “tamanho da granulação” fazendo com que o Particle soe mais tradicional ou maluco (também de acordo com o modo).

O Particle v.2 não é só um pedal de delay com sons esquisitos. Você vai encontrar um ótimo timbre de delay digital mais tradicional nele e até de delays com alguns recursos diferentes mais que podem soar “frescos” e bastante musicais. Adicionar o LFO nas repetições foi algo que eu utilizei bastante sempre com um resultado bem interessante, trazendo muito movimento ao meu som. Eu também gostei demais do modo reverse, já que de acordo com a regulagem ele acrescenta a reversão em apenas algumas repetições aleatórias, o que me proporcionou texturas interessantíssimas. Além disso tudo você ainda pode utlizar o footswitch de tap tempo como um “freeze”, ao mantê-lo pressionado. E caso queira fazer contato com civilizações alienígenas, opte pelos três modos de pitch (destacados com um fundo branco) no controle dos modos. A viagem é garantida! Lembrando que você pode salvar até 4 presets no pedal e expandir isso para 127 presets com um controlador midi.

O que intrigou mais nesse Particle v.2 foi a sua capacidade de tornar recursos caóticos em timbres muito musicais e inspiradores. Delays granulares tendem a ser bem esquisitos mas a maneira como esse pedal os coloca sob controle e trás a tona belíssimos sons não-convencionais é brilhante. Obviamente o Particle v.2 não é um pedal para qualquer músico, especialmente pelos recursos diferentões dele, mas se você gosta de explorar novas sonoridades e de ter novos sons aos seus pés eu não poderia recomendar mais o Particle v.2. Ótimos sons, num pedal compacto e relativamente fácil de usar.

Facilidade de Usar/Achar bons timbres

Apesar da quantidade de timbres e controles o Particle v.2 é bem mais simples de se operar do que se imagina numa primeira olhada. A operação é bastante intuitiva. A questão vai ser que em alguns modos, a sonoridade muda radicalmente com uma simples alteração no knob Param e/ou Chop. Nesse caso a possibilidade de salvar presets é bem útil, já que ao encontrar uma sonoridade que lhe agrade, você pode salvá-la e continuar explorando o pedal tranquilamente. E esse é o tipo de pedal que vale a pena investir muito tempo pesquisando e descobrindo as sonoridades que ele pode oferecer.

 

Regulagem Favorita

Blend: 11:00h

Chop: 12:00h

Delay/Pitch: 11:00h

FDBK: 12:00h

Modos: Rev

Param: 10:00h

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