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Fuzz+
7 de novembro de 2024Review: Cheese Ball JHS Pedals

Acabamento/Construção/Embalagem
A JHS Pedals é um dos principais fabricantes do mercado e um conceito bem estabelecido para os seus produtos. Desde os primeiros modelos, a empresa opta por uma arte minimalista em seus pedais, que normalemnte tem uma cor única e um símbolo no centro da caixa. O Cheese Ball é pintado numa cor laranja com os knobs (do tipo Chiken Head) na cor roxa, com todas as suas inscrições e símbolo (um pedaço de queijo) em preto. O acabamento por si só é bem simples, mas funciona muito bem, com uma identidade única sendo criada pelo fabricante.
A construção do pedal é sólida, em uma placa repleta de smd’s com tudo muito bem soldado e organizado. Os jacks para entrada e saída de áudio ficam nas laterais do pedal, e a entrada para fonte de alimentação fica na frente do pedal. O Cheese Ball deve ser alimentado com fonte padrão (9v, centro negativo) consumindo 9 mA e não possui opção de alimentação por bateria.
A embalagem da JHS é padronizada para (quase) todos os modelos. Os pedais vem acondicionados numa caixa de papelão pardo com adesivo do fabricante na parte de cima e em uma das laterais, onde também está identificado o modelo. Dentro da caixa o pedal vem protegido por um papel em tiras que o fabricante utiliza em todas as suas embalagens. O manual é bem simples e contempla vários idiomas (claro que o português não está entre eles) mas oferece toda a explicação necessária para a utilização do pedal. Dentro da caixa do pedal ainda vieram um adesivo, um broche e uma palheta da JHS.
Timbres
O Cheese Ball é uma réplica do aclamado Big Cheese, da finada empresa inglesa Lovetone, que funcionou entre os anos 90 e início dos anos 2000 (aproximadamente 6 anos). Foi uma empresa que revolucionou o mercado, apresentando pedais enormes, cheios de recursos e com uma estética bem diferenciada. Nesse review eu não vou entrar na questão “clones” (embora tenha uma opinião muito bem formada sobre isso) mas nesse caso, por ser um circuito de um pedal raro e descontinuado, creio que faz sentido a nova versão pela JHS, para que mais pessoas possam ter acesso a esse circuito e suas possibilidades.
O Cheese Ball é um pedal de fuzz com os três tradicionais controles de volume, ganho e tonalidade e um quarto knob que é um seletor entre quatro diferentes possibilidades de sonoridade. Esse controle “Voice” é o “coração” do pedal e vai permitir ao músico explorar diferentes níveis de ganho e tonalidade em cada uma das opções. Na posição “off” o controle de Tonalidade é desativado. Isso vai gerar uma sonoridade com bastante brilho e bem suja. Na posição “1” o pedal vai se aproximar da sonoridade de um Big Muff, com aquele “mid-scooped” (ou médios escavados) super característico, mas mesmo assim soando com uma característica própria. É um ótima opção para bases bem pesadas e definidas e limpa melhor no controle de volume do instrumento do que qualquer muff que eu me lembre de ter testado. O controle de ganho poderia ter uma amplitude maior, já que ele vai de muito ganho até “ainda tem mais ganho?”. O controle de volume do seu instrumento pode ter um papel importante nosso, já que ele, de maneira até surpreendente pra mim, é bem efetivo pra limpar o ganho do pedal.
Na posição “2” do controle voice um boost de médios é acrescentado ao timbre, o que facilita e muito a você aparecer na mix de uma banda, mesmo em quantidades enormes de ganho. O Chesse Ball possui uma clareza que é muito interessanteo que também ajuda bastante no resultado sonoro entregue pelo pedal. Vale dizer que o controle voice nessa posição foi a minha configuração favorita. A posição “3” no controle voice é a mais extrema, com uma sonoridade cortante, mas bem fechada e com aquele “gated fuzz” bem peculiar, especialmente com doses elevadas de ganho. Os timbres mais extremos do pedal estão nessa configuração e quando eu falo de extremos é porque o pedal entrega um timbre de fuzz realmente “estragado” e sujo. Eu testei o pedal em guitarras com diferentes captadores (singles, humbuckers e até lipsticks) e ele soou muito bem com tudo. Vale uma atenção especial em guitarras com humbuckers para que com uma quantidade de ganho maior o timbre não fique embolado. É interessante observar que em alguns ajustes a sonoridade do Cheese Ball pode chegar próxima a de um RAT.
Não é a toa que esse circuito esteve presente em gravações que marcaram a história da música. Essa linha tênue entre distorção e fuzz (mais inclinada para o lado fuzz da força) oferece texturas e possibilidades bem interessantes e musicais, tornando o Cheese Ball um pedal versátil e capaz de entregar sonoridades agressivas e diferentes do usual. Após testá-lo fica fácil de entender o motivo do Big Cheese ter se tornado um pedal tão cultuado. Se você está em busca de um pedal com um voicing diferente dos circuitos mais populares, que seja capaz de entregar sons massivos, vai ficar bem feliz em conhecer o Cheese Ball. Recomendadíssimo!
Facilidade de Usar/Achar bons timbres
Apesar de ser um pedal bem versátil com uma boa variedade de timbres, o Cheese Ball é um pedal bem simples de se usar e rapidamente dá para extrair o que ele pode oferecer de melhor. Como já mencionei anteriormente, o coração do pedal é o controle Voice, que vai determinar como o pedal vai soar. E eu garanto que nas quatro possibilidades do controle você vai encontrar algum timbre que te agrade. É importante explorar diferentes níveis de ganho (apesar da pouca extensão do controle) para encontrar diferentes texturas de fuzz.
Regulagem Favorita
Tone: 01:00h
Volume: 12:00h
Voice: 2
Gain: 01:00h





