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5 de fevereiro de 2026Review: Gary Automatic Pulse Width Modulation Fuzz and Dynamic Natural Overdrive Earthquaker Devices

Acabamento/Construção/Embalagem
A Earthquaker Devices já é bem conhecida por seus acabamentos diferentes e pedais coloridos. Dá pra dizer que o Gary, perto do padrão da empresa é até bem simples. O pedal é pintado na cor creme, com um símbolo numa cor meio alaranjada. Os knobs são na cor branca e todas as inscrições são na cor preta, o que confere ao pedal um visual diferente e com bom contraste para visualização dos controles. Não é dos pedais mais bonitos da empresa, mas de maneira geral, funciona.
A construção segue o bom padrão da empresa, com uma placa muito bem montada e se utilizando de bons componentes. Os jacks para entrada e saída de áudio ficam na frente do pedal, assim como a entrada para fonte de alimentação. O Gary deve ser alimentado com fonte padrão (9v, centro negativo) e consome 20mA. O pedal ainda possui um jack na lateral para utilização com pedal de expressão, que deve ser utilizado com um cabo TRS. A proximidade dos dois footswitches pode dificultar um pouco para alguns com o pé avantajado.
As embalagens da EQD são todas padronizadas. Possuem uma bonita arte com a logo do fabricante e em uma das laterais, um adesivo com o modelo do pedal. Nas outras laterais, sempre a logo do fabricante se faz presente. Dentro da caixa, o pedal vem muito bem embalado em um saco de pano e acompanham o pedal: Um manual (bem simples e em diversos idiomas – mas sem português) e adesivo.
Timbres
O Gary Automatic Pulse Width Modulation Fuzz and Dynamic Natural Overdrive (Não se assuste com o tamanho do nome. A partir agora por razões óbvias o mencionarei apenas pelo primeiro nome) foi desenvolvido após um pedido do guitarrista Lee Kiernan da banda Idles. Ele é muto fã do (já descontinuado) Gray Channel anteriormente lançado pela EQD e perguntou sobre a possibilidade da empresa lançar algo mais compacto com o mesmo DNA… Mas esse pedal não se limita a ser apenas uma versão compacta de outro pedal anteriormente lançado.
No seu lado direito o Gary oferece uma sonoridade de fuzz pesada misturado com um pulso variável controlado por envelope. Desse lado do pedal as coisas podem sair do controle rapidinho, com o pedal entregando oscilações e variações bem diferentes. Os dois controles são responsáveis pela sensibilidade do envelope (Yes) e volume (Oosh). Quanto maior a configuração do controle Yes, mais interativo e atuante se torna o envelope. Desse lado do pedal você vai extrair sons pesadíssimos de fuzz, flertando com sonoridades de Gated Fuzz ao adicionar o efeito de envelope. Outro recurso interessante do Gary é que esse efeito de envelope pode ser controlado através de pedal de expressão. Então você pode explorar o efeito de maneiras bem criativas e únicas.
No lado esquerdo as sonoridades são mais tradicionais. Esse lado oferece um timbre de overdrive “orgânico”, que tem no seu DNA a clássica sonoridade do DOD 250 Od/Preamp. Nesse lado você pode utilizar o pedal desde um clean boost indo até uma saturação natural e encorpada. Dá pra tocar muita coisa de pop, blues e rock com esse lado do Gary. Um detalhe a observar é que o pedal não possui controle de tonalidade. Então se você achar esse lado com o timbre com muito brilho (especiamente em guitarras equipadas com captadores do tipo single coil), pode utilizar o controle de tonalidade do seu instrumento para compensar. No meu caso eu achei a sonoridade bem equilibrada, especialmente em ajustes com menos ganho, que foi como eu mais utilizei o pedal.
Definitivamente o Gary não é um pedal que vai agradar a todos, ainda mais considerando o lado direito com o fuzz do pedal. Esse é o tipo do pedal para quem gosta de criar novas texturas e explorar novas fornteiras sonoras. O Fuzz com envelope oferece um território fértil para que você crie caminhos diferentes para o seu som. O lado do overdrive é bem mais comum e pode ser utilizado em diversas situações musicais. Você pode combinar os dois lados para criar sonoridades ainda mais extremas e diferentes do usual, levando o som do seu instrumento a territórios perigosos e nunca antes habitados. Se você é um explorador sonoro ávido e experiente, boa viagem! Esse pedal é o seu transporte para novas possibilidades sonoras!
Facilidade de Usar/Achar bons timbres
O pedal é simples de se utilizar e entender. São apenas quatro controles. O lado do overdrive é bem simples e pode ser utilizado de diferentes maneiras. Já o lado do fuzz com envelope é bem experimental e o ideal é você investir um tempo psra entender esse controle, já que durante o seu curso o timbre muda bastante.
Regulagem Favorita
Go: 10:00h
That’s It: 12:00h
Yes: 09:00h
Oosh: 12:00h





