
EHX Percolator
18 de junho de 2026Review: Orbiter Fuzz Solo Dallas

Acabamento/Construção/Embalagem
O Orbiter é o pedal mais diferente em termos visuais dentre os pedais da Solo Dallas (pelo menos até o momento em que estou escrevendo esse texto). O pedal possui as cores azul e laranja e uma pintura com o acabamento “martelado” que deixa o pedla com um visual muito legal. As inscrições são todas na cor laranja o que oferece um ótimo contraste com a cor azul do pedal (detalhe para o disco voador na arte. Pegou a referência?). A escolha dos knobs foi muito feliz, pois eles complementam muito bem o visual do pedal, tanto no formato diferente (parecem ter sido retirados de um console antigo) como na cor (vinho). Muito legal!
A construção do pedal é bem competente, com uma placa bem montada se utilizando de bons componentes. Os jacks para entrada e saída de áudio ficam localizados nas laterais do pedal enquanto a entrada para fonte de alimentação fica localizada na frente do pedal. O Orbiter Fuzz consume cerca de 50mA e deve ser alimentado por fonte padrão (9v, centro negativo) e não possui a opção de alimentação por bateria. Além dos três knobs ele possui dois mini potênciometros que vão atuar ma impedância (que vai ajudar a ajustar o pedal a diferentes tipo de captador) e outro para ajustes no BIAS do pedal.
A embalagem do fabricante é bem simples, do tipo “caixa branca adesivada”. Senti falta de um manual, apesar da simplicidade na operação do Orbiter. Uma explicação mais detalhada sobre os controles (especialmente os internos) ajudaria o usuáriio a entender, de maneira mais rápida, o que está acontecendo no som e o que esperar da a tuação de cada controle. De qualquer maneira você pode fazer o download do manual (em inglês) no site do fabricante. Com o pedal também veio um adesivo com a logo da Solo Dallas.
Timbres
O Orbiter Fuzz tem a missão de oferecer uma sonoridade vintage, basado no clássico Arbiter Fuzz, lançado em 1966 e que ajudou a mudar a história da guitarra. É o tipo de fuzz que já tem a sua sonoridade bastante difundida e popularizada nos pedalboard mundo afora, mas que continua atraindo novos aficcionados por aí, tanto por sua versatilidade sonora quanto por sua facilidade de uso, tando em vista que é um dos circuitos de fuzz mais fáceis de se utilizar para quem está descobrindo esse universo. Mas em um mercado com tantas opções faz sentido apostar em mais um fuzz com três controles?
O coração do Orbiter Fuzz é equipado com dois transistores de silício que entregam uma saturação agressiva e musical que imediatamente vai agradar quem gosta de sonoridades de fuzz. A primeira coisa que eu fiz foi colocar o controle Gain no máximo para sentir o quão agressivo era o timbre do pedal e fiquei bem satisfeito com a quantidade de saturação que ele entrega. Aliás, a minha configuração favorita foi com os controles Fuzz e Gain quase no máximo. O controle Fuzz é responsável pela quantidade geral de distorção (fuzz) alterando o formato da onda do sinal de triangular para quadrada conforme o botão é girado no sentido horário. Já o controle Gain aumenta a quantidade de sinal que entra no circuito conforme o botão é girado no sentido horário, permitindo que o sinal seja levado à saturação harmônica para timbres de fuzz extremamente suaves.
O controle de Bias é responsável pela alimentação dos transistores. Girando no sentido horário, libera-se uma ampla gama de timbres fuzz vintage. Voltagens mais baixas produzem respostas estridentes ao estilo Hendrix, enquanto voltagens mais altas geram o timbre mais suave e quase flertando com um timbre de overdrive (mas mantendo algumas características mais “fuzzy”). Dentro do pedal você encontra dois trimpots que são responsáveis por ajuste no BIAS e na impedância do pedal. Eu particularmente não senti necessidade em mexer em nenhum dos dois. Tive o privilégio de testar o Orbiter em diferentes guitarras com diferentes configurações de captadores (Singles, Mini-Humbuckers, P-90…) e de longe a minha combinação favorita foi utilizá-lo em guitarras equipadas com single-coils. Consegui timbres repletos de sustain e ganho com a possibiidade de extrair um timbre mais limpo apenas reduzindo o controle de volume da guitarra. E ele limpa muito bem!
Se você gosta de fuzz, o Orbiter será uma belíssima adição ao seu pedalboard. Ele entrega timbres clássicos de fuzz com alguns recursos que o tornam mais versátil do que várias opções baseadas no Fuzz Face que existem por aí. Ele entrega uma capacidade de adaptação a diferentes setups e necessidades que não é tão fácil de se encontrar por aí. Uma união perfeita entre simplicidade, versatilidade e ótimos sons! Eu sei que o preço não ajuda, mas esse pedal pode ser a sua última parada em busca do fuzz ideal.
Facilidade de Usar/Achar bons timbres
Você não vai encontrar nenhuma dificuldade em operar e em encontrar ótimos sons no Orbiter. Os três controles são de fácil entendimento e o controle BIAS tem uma função importante na composição do timbre final do pedal. Vai a gosto do freguês a preferência de como utilizá-lo para um som mais agressivo ou para uma sonoridade um pouco mais “comportada”. Mas só um pouco…
Regulagem Favorita
Fuzz: 04:00h
Bias: 01:00h
Gain: 05:00h





