Review: Makkina Odb 2.0 Samtone Effects

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Review: Makkina Odb 2.0 Samtone Effects

 

Acabamento/Construção/Embalagem

Eu sempre achei o visual do Makkina um trunfo da Samtone. A combinação da cor bronze com os knobs cremes resulta num visual sofisticado e que chama bastante a atenção. O acabamento do pedal é muito bem feito, com uma pintura muito bem executada. As inscrições dos controles tem uma fonte estilizada, que é bonita mas que eu (míope, vale saliantar) achei finas e que são um pouco complicadas de identificar de longe. Mas com o tempo e o costume com o pedal, isso passa a ser irrelevante.

A construção do pedal é bem robusta, com uma placa bem montada e organizada, se utilizando de bons componentes. É um pedal de tamanho um pouco maior que o tradicional (gosto!) pela quantidade de controles e footswitches que possui e o tamanho ajuda na hora de acionar um footswitch e  não pisar em outro sem querer. Os jacks de entrada e saída de áudio ficam nas laterais do pedal, assim como as entradas de send/return. O pedal pode ser alimentado por 9 ou 18v (centro negativo) e não possui opção de alimentação por bateria.

A embalagem do Makkina é uma caixa branca. Lisa, sem nenhuma identificação sobre qual é o pedal ou o fabricante. Sinceramente, acho que o produto merecia uma embalagem melhor (por mais que um monte de gente não dê importância a isso). Por outro lado, achei o manual do pedal excelente! É muito didático e explica cada funcionalidade do pedal de maneira muito clara. Ainda vieram duas palhetas com a logomarca do fabricante acompanhando o pedal.

Timbres

Os pedais baseados nas sonoridades dos amplificadores Marshall tem se tornado cada vez mais populares e as opções de modelos disponíveis no mercado são cada vez maiores.Mesmo com tanta concorrência o Makkina consegue se destacar tanto pelos timbres como pelas opções e possibilidades que oferece. São dois canas, com diferentes níveis de ganho que podem cobrir uma grande quantidade de sons em termos de quantidade de ganho. O canal azul é baseado nas sonoridades do Bluesbreaker e o canal vermelho, mais poderoso em termos de ganho, nas sonoridades do Plexi. Além disso o pedal ainda conta com um clean booster independente.

Os canais tem controles de ganho independentes o que facilita bastante na hora de conseguir dois drives distintos nas quantidades de ganho. O canal azul tem muito mais ganho do que outros pedais baseados no Bluesbreaker que eu já testei, mas com pouca quantidade de ganho (pouquíssima eu diria) consegue desempenhar um ótimo papel como overdrive de primeiro estágio ou, se for a intenção do guitarrista, utilizar esse canal para um overdrive de segundo estágio, que vai funcionar tranquilamente. Inclusive o Makkina oferece a possibilidade do músico definir com qual configuração de canais ele quer trabalhar: Dois de baixo ganho, dois de alto ganho ou um de alto ganho e um de baixo ganho (minha preferida). Utilizei o canal azul para um timbre com crunch bem legal, ótimo para Rock/Blues. Para um timbre com mais ganho, basta acionar um botão e utilizar o canal vermelho. Bem prático. A chave de clipagem adiciona mais compressão ao sinal, mas não é um recurso que faz muita diferença no resultado final. Mas é uma opção interessante de se ter, para usar numa guitarra equipada com singles, por exemplo.

Essa praticidade é reforçada pelo controle de equalização compartilhado entre os dois canais. Você tem controles de graves e agudos que regulam os dois canais, então na mudança de um para o outro a maior mudança será no nível de ganho. Isso é bom por um lado, já que mantém a equalização que já foi testada e configurada. Mas por outro lado limita o músico que tinha a intenção de ter timbres com equalizações distintas nos dois canais. Para isso ele teria que recorrer a algum outro recurso externo. Pra mim não foi um problema, mas é sempre bom ficar ciente das possibilidades e limitações. Um detalhe que eu acho que poderia acrescentar ainda mais ao pedal seria um controle de médios. Especialmente ao vivo, ajudaria demais a ampliar essas possibilidades sonoras já oferecidas pelo pedal. Outro recurso bem legal do Makkina é o booster independente. Totalmente clean, você pode utilizá-lo para dar mais volume ao próprio Makkina ou com outros pedais. Foi bem útil para solos e para destacar algumas passagens com a guitarra limpa e efeitos,

Dá para usar tranquilamente o Makkina como único pedal de drive no pedalboard. A quantidade de sons que você pode fazer com o pedal por conta das possibilidades que ele oferece é bem grande. Não dá para afirmar que é um pedal tão versátil no fim do dia, pois em termos sonoros a característica é a mesma, com variações basicamente nas quantidades de ganho do pedal. Mas isso não o desqualifica. Se o que você procura são timbres clássicos inspirados no Marshall, ele vai te entregar isso com muita qualidade. O clean booster independente é um recurso pra lá de útil e fez muita diferença na hora de economizar ainda mais espaço no board. No final você tem um “3 em 1′” com ótima qualidade que pode cumprir várias funções no seu setup. Não é a toa que se tornou um sucesso da empresa. E também não é que se chama Makkina. Poucos nomes o definiriam de maneira melhor

Facilidade de Usar/Achar bons timbres

O Makkina é um pedal relativamente fácil de se usar. Equilibrar os volumes vai ser essencial para utilizar bem os dois canais. O Volume 2 regula apenas o volume do canal azul (Bluesbreaker) para compensar um pouco a menor quantidade de ganho que ele possui. O Volume 1 é o volume geral do pedal. Outro recurso legal para oferecer um pouco mais de compressão (especialmente em guitarras com single) foi a chave de clipagem. É uma mudança discreta mas que acrescenta no resultado final. No mais, gire bastante os knobs e entenda as possibilidades que o pedal pode lhe oferecer.

Regulagem Favorita

Volume 1: 11:00h

Volume 2: 1:00h

Treble: 2:00h

Bass: 11:00h

Gain 1: 3:00h

Gain 2: 08:00h

Switch Clipagem: Para esquerda

Switch Canais: H/L

 

 

 

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