Na prática: Artur Menezes!

Published on janeiro 23rd, 2015

Mais uma entrevista para o nosso “Na Prática”! Dessa vez conversamos com o guitarrista Artur Menezes, que vem se destacando na cena do Blues nacional! Confiram!

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Pedais & Efeitos: Artur, obrigado por nos conceder essa entrevista! Pra quem não te conhece, quem é Artur Menezes?

Artur: Eu que agradeço pelo convite, Leo! Desde já mando um abraço pra todos que acompanham o “Pedais e Efeitos”. Bom, sou guitarrista, cantor e compositor apaixonado pelo blues. Comecei tocando o blues mais tradicional, mas hoje em dia está bem mais moderno, misturando o blues com vários outros estilos musicais. Já tenho 2 discos solo gravados e estou iniciando o terceiro, com lançamento para julho. Estou com 29 anos e toco desde os 11. Profissionalmente desde os 16. Além de passagens por diversos festivais no Brasil, já fiz shows no EUA, Inglaterra, Estônia, México e Argentina.

Pedais & Efeitos: Quem foi o primeiro guitarrista de blues que você ouviu que te chamou a atenção?

Artur: Stevie Ray Vaughan. Desde muito pequeno eu escutava AC/DC, Led Zeppelin, Deep Purple por conta do meu irmão mais velho. Quando escutei SRV pela primeira vez achei meio fraco, sem distorção, limpinho. Falta de maturidade mesmo da idade. Mas pouco tempo depois fui vendo o absurdo que ele toca, o feeling e a velocidade com a qual ele tocava sem a necessidade de tanta distorção.

Pedais & Efeitos: A escolha pelo Blues foi um caminho natural pra você? 10153149_1564659483768874_1120427859715674638_n

Artur: Foi sim. Praticamente na mesma época que conheci o SRV. Já comecei na guitarra tocando blues e estou até hoje nessa vibe.

Pedais & Efeitos: Você pode nos falar um pouco sobre o seu Setup? Existe diferença do seu setup de gravação e do que utiliza ao vivo?

Artur: Claro. Meu amplificador é um Fuchs Overdrive Supreme. SENSACIONAL! Nem sempre é possível levá-lo aos shows porque é bem pesado e não vale a pena correr o risco de quebrá-lo nas viagens. Minhas guitarras principais são: PRS Custom 22 Soap Bar, Fender Stratocaster SRV Signature, Gibson ES 335 e Gretsch Chet Atkins. Venho usando bastante as guitarras da Washburn pois sou endorser. De pedais meu drive é o “dumkudo” da Tanabe.TV; Bobber Wah, Trip’N”Fuzz e Power Booster da Fire, Flashback Delay e afinador Mini Polytune da TC Electronic; Mini Vent (leslie simulator) da NEO Ventilator, Transmissor Relay G30 da Line 6 e alimentando os pedais o DC-Brick da Dunlop (exceto o Mini Vent que tem alimentação própria. Ah, às vezes uso o Harmonic Singer da TC Helicon. É um pedal pra voz que cria harmonias vocais. Em gravação gosto de usar o drive do ampli. O Fuchs tem um drive maravilhoso bem na onda dos amplificadores Dumble. Como nem sempre levo ele aos shows e quando levo, tenho preguiça de ligar os efeitos no loop do ampli, acabo usando o drive de pedal mesmo. Também gosto bastante e usei por muito tempo um pedal signature que um fabricante de pedais do Ceará fez pra mim. É o Artur Menezes’ Crunch Drive do “Targino Custom Pedals”. É muito bom também! De cabos uso Santo Angelo.

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Pedais & Efeitos: Você tem algumas parcerias com empresas. Existe liberdade dentro dessas parcerias para que você possa pesquisar e utilizar outras marcas se for necessário?

Artur: Sim, existe sim essa liberdade. Inclusive fiz questão de conversar isso antes de fecharmos contrato. A idéia é que eu só devo usar o que realmente gosto.

Pedais & Efeitos: Qual o papel dos pedais e efeitos dentro da sua música?

Artur: São bem importantes. Gosto muito de simuladores de leslie, fuzz, octaves… Como meus shows não são muito tradicionais, os efeitos se encaixam muito bem. Principalmente quando toco em trio, pra ficar menos enfadonho tanto pra mim como pra quem assiste.

1546368_1572609189640570_5809758000821520070_nPedais & Efeitos: Qual o seu pedal favorito?

Artur: O Dumkudo.

Pedais & Efeitos: E qual será o seu próximo pedal? (Você sofre de G.A.S. ?)

Artur: Nem tanto. Eu sofro de curiosidade e da busca de ter cada vez mais um timbre próximo dos guitarristas que admiro. Estou esperando um “Soul Food EHX”. Curto bastante o timbre do Klon e ele é na mesma onda. Só que é baratinho. O Klon Centaur é absurdamente caro.

Pedais & Efeitos: Você já conseguiu encontrar o seu timbre ideal ou continua buscando e testando novidades?

Artur: Ainda não. Acho que é uma busca sem fim. Quando você acha que descobriu o ideal e passa a tocar muito tempo com ele, você meio que cansa, enjoa. Aí tem a vontade de se reinventar, ter um som diferente. Por isso de tempos em tempos costumo trocar um dos pedais. Mas nunca todos de uma vez. Até porque você acaba perdendo a referência.

Pedais & Efeitos: Para quando podemos esperar um disco novo?

Artur: Julho deste ano. Disco está mais rock e soul, mas sem deixar o blues de lado.

Pedais & Efeitos: Artur, obrigado pela entrevista e pela audiência! Quer deixar algum recado pra os nossos leitores?

Artur: Eu que agradeço! Foi um prazer! Bom, embora aqui seja um site específico para equipamentos, mas precisamente pedais, eu queria dizer que na minha opinião o principal do seu som é a sua mão. Vejo os fóruns de facebook e noto que todos sabem muito, entendem de tudo, mas na hora de tocar deixam a desejar. Não esqueçam do estudo nunca. Obviamente, nem todos tem a intenção de serem músicos profissionais e tocam por diversão, hobbie. Mas fazendo uma analogia com futebol, é muito bacana quando jogamos por diversão e conseguimos jogar bem, marcando vários gols. Mesa coisa com a música! Tenho certeza que a diversão de quem toca por hobbie vai ser muito maior se a pessoa estudar um pouco e tocar melhor. Mais notas bonitas e certinhas = mais gols! Pode ter certeza! Grande abraço a todos!