Review: Brothers Chase Bliss Audio

Augustus
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Review: Brothers Chase Bliss Audio

 

Acabamento/Construção/Embalagem

Os pedais da Chase Bliss Audio conquistaram rapidamente o mercado e os pedalboards dos guitarristas e foram várias as razões para isso. O fabricante sempre mostrou uma preocupação com a excelência dos seus produtos e a parte estética fez parte dessa estratégia. O Acabamento do Brothers é impecável, num bonito dourado , com a escolha de todos os elementos já estabelecidos e padronizados por eles, o que traz um reconhecimento imediato do produto da empresa. Apesar da quantidade de knobs e chaves, a visualização dos controles é tranquila. O pedal tem um baita visual!

A construção também tem um padrão altíssimo! A placa é repleta de componentes ,mas com tudo muito bem montado e organizado, sem sobras ou excessos. Lembrando que o Brothers é um pedal de ganho analógico, com dois circuitos independentes, mas com um “cérebro” digital, que oferece a capacidade de salvar presets. Os jacks para entrada e saída de áudio ficam nas laterais do pedal, assim como as entradas para pedal de expressão e para um controlador midi externo (via conector TRS). O consumo é de 60 mA e o pedal deve ser operado por uma fonte com conector 2.1mm, centro negativo (padrão). O pedal é bem compacto especialmente se levarmos em consideração a quantidade de recursos que ele oferece. Mas isso também tem o seu preço, e a distância entre os dois footswitches é bem pequena. O que pode atrapalhar ou facilitar, dependendo da intenção do músico.

Eu ainda fui privilegiado em ter as famosas caixas de madeira da CBA, que eram incríveis. A impressão era de estar abrindo uma joia ao manuseá-las. Hoje o fabricante adotou as caixas de papelão, que vem com a foto do produto na lateral e a logo do fabricante. O pedal vem bem embalado num saquinho de pano e os manuais da empresa são muito bem escritos e ilustrados. Excelente!

Timbres

O Brothers é um pedal de distorção de dois canais. Isso pode parecer mais do mesmo, já que existem várias opções do gênero no mercado. Mas não se precipite. A quantidade de opções que esse pedal pode oferecer é enorme. Primeiro onde eu falo de distorção, talvez o melhor termo seria saturação, já que cada “lado” do pedal pode oferecer booster, drive e fuzz. Diferentes. Isso proporciona 6 diferentes possibilidades de saturação. Os canais podem ser utilizados separadamente, juntos, sendo somados ou em paralelo.

O lado “B” oferece um circuito baseado em ICs e o lado “A” baseado em JFETs. Cada canal possui controles de ganho e tonalidade independentes e você pode definir, via switch, que tipo de saturação você quer em cada canal. Você ainda pode salvar dois presets no próprio pedal sem precisar de nenhum controlador externo. Isso torna o Brothers um dos pedais de saturação mais versáteis do mercado, especialmente se você resumir a pesquisa a pedais analógicos. A possibilidade de você escolher boost, overdrive ou fuzz para cada um dos dois canais é muito valiosa e TODAS as opções soam muito bem, com características diferentes. Isso quer dizer que se você configurar o pedal com fuzz nos dois canais, eles vão soar diferentes e ao serem usados em conjunto, criarão uma terceira sonoridade.

Utilizei o Brothers em diferentes guitarras e amplificadores e a resposta foi em todas vezes, muito boa. Os controles de ganho e tone tem uma abrangência bem interessante. Utilizei-o como booster, overdrive, distortion e fuzz e ter todas essas opções sem precisar mexer em muitos knobs foi uma mão na roda. Para músicas específicas eu salvei um prest de fuzz e outro com dois drives somados chegando numa distorção. E na maioria das vezes configurei o canal “A” como boost e o “B” como drive. Mas nos presets de fuzz, por exemplo, configurei os dois em paralelo, conseguindo um timbre de fuzz gordo e com bastante sustain. Em termos de overdrive, o Brothers pode ir do primeiro estágio a uma distorção com tranquilidade e o booster pode trabalhar como clean booster ou entregar aquela sujeira e empurrar muito bem um amplificador valvulado. A única coisa que não me agradou no Brothers foi o fato de possuir apenas um único controle de volume geral. Eu achei que limitou um pouco a utilização dos dois canais, pois na maioria das vezes você precisa compensar a diferença de volume dos canais aumentando o ganho e talvez isso não seja o desejado…

Se você procura um pedal que possa ser uma solução completa para a categoria de “saturação” no seu pedalboard, o Brothers é uma das opções mais bacanas do mercado atualmente. Com dois circuitos analógicos independentes (e complementares) é possível encontrar uma enorme quantidade de ótimos timbres, e unindo essas possibilidades a capacidade de ser controlado via MIDI, tudo isso mantendo o pedal num tamanho compacto é um pacote difícil de se bater.

Facilidade de Usar/Achar bons timbres

Apesar da quantidade de knobs e chaves, a operação do Brothers é relativamente simples. São muitas possibilidades então vale a pena explorar todas as variações que cada canal e suas combinações podem oferecer. Isso sem falar nos dois presets que você pode salvar no próprio pedal, sem a necessidade de um controlador para acessá-los

Regulagem Favorita

Canal A (JFET)

Gain: 2:00h

Tone: 11:00h

Switch: Drive

Master: 1:00h

Mix: 12:00h

Canal B (IC)

Gain: 11:00h

Tone: 12:00h

Switch: Boost

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