Review: Dream Machine v.2 VTR Effects

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Review: Dream Machine v.2 VTR Effects

 

Acabamento/Construção/Embalagem

A nova versão do Dream Machine da VTR Effects. mantém o ótimo padrão de qualidade que já havíamos observado no Indigo v.2. A pintura é muito bem executada sem nenhum tipo de falha e arte escolhida é bem enigmática. O pedal é pintado na cor preta com os knobs pretose a arte com uma espécie de humanóide em tons de verde claro complementando o belíssimo visual. A mesma observação que fiz para o Indigo também cabe aqui. Fica difícil de se enxergar os modos do pedal (especialmente para um míope como eu) que são colocados numa fonte pequena e em cores diferentes, que combinam com o led de cada modo.

O pedal é muito bem montado e construído. A placa é muito robusta com bons componentes e sem sobras ou exageros de fios, cola, etc. Os jacks para entrada e saída de áudio ficam na “frente”do pedal assim como a entrada para fonte de alimentação. A fonte utilizada deve ser de 9v, centro negativo e o pedal consome 100mA. Então dê preferência a uma boa fonte isolada para trabalhar com esse pedal. Um detalhe que eu acho que poderia ser melhorado é a intensidade da cor do led que indica qual modo está selecionado. Acho que tornaria a identificação mais rápida e eficiente.

A embalagem na cor preta é bem firme e tem impressa a logo do fabricante impressa em todos os lados. Achei ela um pouco maior que o necessário. Como o pedal foi enviado para review ainda não contava com um manual, que eu acho que para esse produto é fundamental (mesmo com todas as informações necessárias para a operação do pedal, constando no site do fabricante). Mas eu já soube que haverá um upgrade nesse quesito e espero que faça jus ao excelente produto que ela irá carregar.

Timbres

O Dream Machine v. 2 é uma máquina de delays, oferecendo 6 diferentes tipos do efeito, divididos em dois bancos com 3 tipos de delay cada. No primeiro banco estão três tipos mais “tradicionais” de delay: Digital (Delay com repetições fieis a primeira repetição), Analógico (Delay com voice analógico, que oferece escuras repetições muito proximas de um delay analogico) e Tape (Delay com voice de fita, que oferece as repetições agudas de um delay de fita.). No segundo banco ficam delays mais “diferentões”. São eles: Overnotes ( Delay digital com PitchShift na cauda cada repetição passará pelo PitchShift), PitchShift (Delay digital com PitchShift na cauda, o sinal passará apenas uma vez pelo PitchShift) e Lo-Fi (Delay com ajuste da taxa de amostragem do sinal). Então o Dream Machine v.2 vai servir muito bem tanto para quem gosta das sonoridades mais comuns de delay como para quem quiser se arriscar em novas e malucas possibilidades com o efeito.

Nos primeiros três modos você pode acrescentar modulação (chorus) às repetições. É a mesma modulação que para mim soou melhor no modo Tape, mas utilizei também nos outros modos, de maneira mais discreta. O Modo Digital oferece 980 ms de atraso e proporciona aquela repetição fiel, sem nenhum tipo de degradação. É um modo ótimo para quem curte usar o delay de maneira mais rítmica, como na função dotted eight, por exemplo. No modo analógico a idéia é oferecer repetições mais escuras, com um certo nível de degradação nas mesmas. Foi um modo que eu utilizei bastante, por gostar do tipo de sonoridade e resultado final, especialmente quando combinado com algum tipo de saturação. É igual a um delay analógico? Não. Mas eu fiquei satisfeito com o resultado final. O tempo de atraso nesse modo também é de 980ms de atraso. O modo Tape me faz cair em uma contradição, pois foi o modo que eu mais gostei de utilizar a modulação mas, ao mesmo tempo, não gostei tanto das repetições tão brilhantes dele. Creio que se o pedal tivesse um controle de tonalidade seria bem útil aqui. Mas de maneira geral, utilizando o Tape com bastante modulação para algumas coisas mais específicas fiquei satisfeito com o resultado final. E o Dream Machine tem esse mérito de proporcionar uma utilização diferente em cada um desses modos, com os controles de velocidade e intensidade das modulações (através dos knobs Dream e Emotion) .

O segundo “banco” de delays é reservado para as sonoridades mais “experimentais” do pedal. O primeiro modo é o Overnotes, um delay digital com pitch shift nas repetições. Nesse modo o pitch shift passará em todas as repetições acrescentando 3ª, 5ª, 7ª e 8ª (dependendo da posição do knob Dream) enquanto o knob Emotion controla um filtro low-pass. Esse é provavelmente o modo que vai causar os sons mais viajados no pedal. A impressão é que você está ligando um delay digital em conjunto com o Rainbow Machine da EQD, já que as repetições terão cada uma um intervalo diferente (de acordo com o posicionamento do knob Dream).Foi um modo que eu achei mais divertido para single notes do que apara acordes. Aliás, isso foi uma constante nos delays desse “banco”. O próximo modo é o Lo-Fi que é um delay com ajuste da taxa de amostragem do sinal. Dá para criar umas passagens bem atmosféricas nesse modo, com o controle Dream controlando essa taxa de amostragem. Com o controle Dream zerado e com os controles de Mix e Repeat em regulagens bem altas o delay ficou pronto para explorar o espaço sideral como trilha de um filme “b” de ficção científica. O modo PitchShift também oferece o pitch nos mesmos intervalos do modo Overnotes, porém o sinal passa apenas uma vez pelas repetições. O efeito é que as repetições vão soar quase como “robóticas”, como se você estivesse dialogando com uma máquina. Eu gostei muito desse modo com o controle Dream zerado. Porque a sonoridade vai ser a de um delay digital, mas com uma ponta de “estranheza”. Se você colocar o knob Dream no máximo, a repetição quase que se torna apenas percussiva, o que também gerou um resultado bem interessante.

O Dream Machine v.2 é um baita delay. Tanto para as sonoridades mais tradicionais, como para timbres fora do padrão. Com a capacidade de salvar presets, tap tempo e a possibilidade de ser controlado via MIDI, se torna uma ferramenta bem completa para quem precisa explorar diferentes sonoridades de delay e não pode assaltar um banco para pagar por um ou não tem tanto espaço assim no pedalboard. Se puder utilizá-lo com um controlador, melhor ainda, para que você possa explorar todo o potencial do pedal sem se perder entre footswitches e modos. Se prepare para gastar um bom tempo entendendo as funcionalidades do pedal, mas esse esforço será compensado por timbres bem bacanas. ótimo pedal!

 

 

 

Facilidade de Usar/Achar bons timbres

Se tem um ponto em que o Dream Machine v.2 perde alguns pontos é na facilidade de usar. É claro que com tempo e disposição para mexer nos controles e girar knobs você vai dominar completamente o pedal. Mas até isso acontecer, você vai precisar se debruçar para entender todas as possibilidades e a melhor maneira de utilizá-las. As mudanças para os presets e de volta para o “live mode” não é das mais práticas e quando você acessa o preset, o controle do tap é utilizado para essa mudança e para voltar ao tap… Em casa, quando se tem tempo para programar e acessar a configuração desejada, essas dificuldades são minimizadas. Mas ao vivo, com a música rolando e a necessidade de mudar de sonoridade, é preciso estar com o sapateado em dia. Eu imagino que com uma controladora midi todo esse processo seja bem facilitado e proporcione a melhor possível desse ótimo pedal.

Regulagem Favorita

Mix: 11:00h

Dream: 12:00h

Repeat: 1:00h

Emotion: 11:00;

Time: 10:00h

Modo: Analógico

 

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